OPINIÃO PÚBLICA

Quarta-feira , 11 de Maio de 2011

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Escrito por Clóvismoliveira às 03h24 PM
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 Clóvis

Escrito por Clóvismoliveira às 03h04 PM
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Reinaldo Azevedo

Farc, Chávez e Correa juntos! Ou: Uma penca de brasileiros estava nos arquivos de narcoterrorista

O material divulgado pelo respeitadíssimo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), da Inglaterra, não deixa a menor dúvida: Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e Rafael Correa, presidente do Equador, mantiveram e mantêm relações umbilicais com os terroristas das Farc. Para os leitores deste blog, evidentemente, isso não é nenhuma novidade. O Beiçola de Caracas permitiu que os narcoterroristas operassem em território venezuelano e lhes prometeu US$ 300 milhões. Pediu ainda que os facínoras treinassem milícias paramilitares para defender o seu governo. Correa aceitou dinheiro dos bandoleiros para financiar a sua campanha presidencial, em 2006.

Isso tudo saiu depois de exaustivos estudos do material que estava nos laptops e nos disquetes de Raúl Reyes, o terrorista pançudo — lembram-se? — que havia montado uma base de operações no Equador, com o consentimento do “financiado” Correa. Ainda anteontem lembrei o caso: a Colômbia “invadiu” o território equatoriano, passou fogo nos facínoras e se apossou dos arquivos de Reyes. Submetido à perícia da Interpol, confirmou-se que eles não haviam sido manipulados.

Isso dá conta do pântano em que se meteu o governo Lula, que liderou na OEA os esforços para condenar a Colômbia. Marco Aurélio Top Top Garcia, o Rei do Tártaro, era o mais assanhado para punir o governo colombiano. Em  entrevista ao jornal francês Le Figaro, em março de 2008, disse que o governo brasileiro era neutro sobre o caráter terrorista das Farc e previu que a Colômbia ficaria isolada na América Latina. O Rei do Tártaro estava empenhado em punir as vítimas.

O Brasil aparece no relatório como um dos países que acabaram enredados nas tramóias entre as Farc e Hugo Chávez. Enredados? Não! O governo Lula e os petistas foram membros ativos da lambança. Como esquecer o inesquecível Garcia, com seu chapéu Panamá, no meio da mata, indo “resgatar” reféns em operações patrocinadas por Hugo Chávez? Vale dizer: o canalha sustentava a bandidagem para posar de libertador de suas vítimas, tendo os brasileiros como coadjuvantes. Quando armas do Exército venezuelano foram encontradas com os narcoterroritas, o que o próprio Chávez admitiu, o megalonanico Celso Amorim afirmou que não havia provas.

Fórum de São Paulo
Tudo muito explicável no fim das contas. Chávez e Raúl Reyes, segundo depoimento do próprio ditador da Venezuela, cujo filme já publiquei aqui, viram-se pela primeira vez no Fórum de São Paulo, de que Lula e Fidel Castro são fundadores. As Farc eram companheiras dos petistas na entidade — oficialmente, estão fora, coisa em que ninguém acredita. O secretário-geral do Fórum, hoje, é o petista Valter Pomar, membro do diretório nacional do PT e ex-secretário de Relações Internacionais do partido.

É o fórum que coordena a “esquerdização” da América Latina. Rafael Correa e Evo Morales foram eleitos com o apoio de Lula; o candidato do grupo no Peru, hoje, é Ollanta Humala. Seus “marqueteiros” são o próprio Pomar e, pasmem!, Luís Favre (ex-Marta Suplicy). A alternativa é Keiko Fujimori, e a melhor saída, o aeroporto… Essa gente é fiel. A posição inflexível do Brasil na defesa do golpista Manuel Zelaya, em Honduras, é parte de uma estratégia dos petistas para a América Latina. Há divergências com Chávez e coisa e tal? Muitas! No essencial, estão juntos.

De volta ao material
O material examinado pelo IISS é rico em referências também ao Brasil, não só à Venezuela e à Colômbia. No dia 31 de julho de 2008, a revista colombiana Cambio publicou uma reportagem em que afirmava que a presença das Farc no Brasil “chegou até as mais altas esferas” do governo brasileiro, ao PT, a líderes políticos e ao Poder Judiciário.

Nos e-mails de “Reyes” — cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia — são mencionados “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior” brasileiros. Algumas mensagens foram escritas durante o processo de paz da Colômbia, entre 1998 e 2002, “e envolvem um prestigioso juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas brasileiras”. A mesma reportagem diz que “a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT”.

A “Cambio” cita o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu; o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral; a então deputada distrital Erika Kokay (PT); o chefe de Gabinete da Presidência da República na gestão Lula, Gilberto Carvalho, hoje secretário-geral da Presidência; o então ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim; o Top Top Garcia;  o à época subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano; Paulo Vannuchi, então ministro dos Direitos Humanos e hoje organizador do Instituto Lula, além do assessor presidencial  do governo Lula, Selvino Heck.

A revista afirmou que teve acesso a 85 e-mails de “Reyes” entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008 enviados e respondidos pelo líder máximo das Farc, “Manuel Marulanda”, ou “Tirofijo”, cujo nome verdadeiro era Pedro Antonio Marín. Ainda segundo a “Cambio”, há mensagens de “Reyes” para o chefe militar das Farc, “Mono Jojoy” (cujo nome verdadeiro é Jorge Briceño), para Francisco Antonio Cadena Collazos (conhecido como padre Olivério Medina e também “Cura Camilo”), que atua como delegado das Farc no Brasil, e de todos eles para dois homens identificados como “Hermes” e “José Luis”.

“Cura Camilo”, preso em São Paulo em agosto de 2005, vivia no Brasil havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a “Cura Camilo” o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia. “Cura Camilo” foi “chefe de imprensa” da guerrilha colombiana no início dos frustrados diálogos de paz em San Vicente del Caguán. O LEITOR DEVE SE LEMBRAR QUE A ENTÃO MINISTRA DILMA ROUSSEFF TRANFERIU A MULHER DO TERRORISTA PARA O MINISTÉRIO DA PESCA, EM BRASÍLIA.

O chamado “dossiê brasileiro” diz que estas mensagens “revelam a importância do Brasil na agenda externa das Farc (…) para dar suporte à estratégia continental da guerrilha”. As Farc, acrescenta a “Cambio”, aproveitaram a conjuntura criada pela chegada de Lula e do PT ao poder para alcançar “as mais altas esferas do governo”.

É isso aí, leitor! Ao longo dia, cumpre lembrar outras intimidades entre todos esses patriotas.

Criticada por artistas em SP, Ana de Hollanda diz ser vítima de fofoca e… chama a Polícia!!!

Não adianta! Ana de Hollanda, definitivamente, não é do ramo. O encontro com os artistas, como se verá abaixo, não foi exatamente feliz. Para piorar, a polícia foi acionada para protegê-la da… imprensa! Nesses termos, ainda que toda aquela gente que a questionou não tivesse razão, o fato é que ela está pronta para ser ministra da Cultura em Cuba ou na Coréia do Norte. Leiam o que informam Fábio Fabrini, Adaury Antunes Barbosa e Sérgio Roxo, no Globo Online.

*
Alvo de denúncias de recebimento irregular de diárias, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, enfrentou uma série de críticas em um encontro com artistas realizado na tarde desta terça-feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Um dos mais contundentes nos ataques à gestão de Ana de Hollanda foi o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa. A ministra, por sua vez, disse ser vítima de “fofoca” e “boato”. No final, saiu sem dar entrevista, escoltada por policiais militares.

“O ministério trabalha de uma forma muita intensa. Nas notícias que estão sendo veiculadas aí pela imprensa, (têm) muito boato, muita fofoca, muita informação completamente equivocada que não tem o menor fundamento. São fatos que estão querendo criar, mas que não correspondem ao que está acontecendo na realidade. Nosso trabalho está muito positivo”, afirmou Ana de Hollanda, em sua primeira fala no encontro.

Quando chegou, a ministra deu uma rápida entrevista e foi questionada se deixará o cargo: “Claro que não!”, respondeu. Ela também destacou que a Controlaria Geral da União (CGU) não a obrigou a devolver o valor recebido pelas diárias nos dias em que estava de folga no Rio.”Não tem nada ilegal, foi só uma recomendação”.

Quando os participantes do encontro começaram a falar a ministra passou a ouvir uma série de ataques ao seu trabalho. Foram criticados o congelamento de verbas para a área, a gestão do Iphan (instituto que cuida do patrimônio histórico) e a atuação do ministério com relação ao Ecad, órgão independente que arrecada e distribui direitos autorais. A presidente da Federação das Cooperativas de Música do Rio, Janine Durand, leu um manifesto endereçado à presidente Dilma Rousseff com afirmações de que a atual ministra tem uma atuação em oposição ao que foi feito pelo antecessor, Juca Ferreira, no governo Lula.”Frustrando aqueles que viam no simbolismo da nomeação da primeira mulher ministra da Cultura do Brasil a confirmação de uma vitória, essa gestão rapidamente se encarregou de desconstruir não só as conquistas da gestão anterior, mas principalmente o inédito, amplo e produtivo ambiente de debate que havia se estabelecido.”

Ao tomar a palavra, a ministra se limitou a dizer que não responderia ao manifesto porque ele era endereçado a Dilma e não a ela.”Nós queremos que a Ana continue, mas para você continuar não pode ignorar essa carta que acabou de ser lida. Você não pode passar a bola para a presidente Dilma”, afirmou o diretor Zé Celso, aplaudido pela plateia.

Para defender a ministra, entraram em ação os deputados estaduais do PT, que estavam presentes. Entre eles, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão. “Queria trazer para ministra, em nome do Partido dos Trabalhadores, toda a nossa solidariedade”, afirmou Falcão

A ministra deixou a Assembléia escoltada por um grupo de policiais militares e não pôde ser questionada sobre o fato de a sua sobrinha, a cantora Bebel Gilberto, ter recebido autorização para captar R$ 1,9 milhão pela Lei Rouanet. Na saída, os PMs empurraram jornalistas e houve confusão.


Escrito por Clóvismoliveira às 02h26 PM
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Estadão.com.br

O prazer de extrapolar

Dora Kramer

A ministra Ana de Hollanda vai devolver as diárias que recebeu indevidamente do Ministério da Cultura, assim como os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, e Afonso Florence, do Desenvolvimento Agrário, devolverão as quantias correspondentes a dias de folga que os três passaram em seus Estados. Respectivamente, Rio, Paraná e Bahia.

Sem dramas nem contestações. A Controladoria Geral da União chegou à conclusão de que os três receberam extras por dias não trabalhados, recomendou a devolução e os ministros de imediato se prontificaram a seguir a recomendação.

Claro que o ideal teria sido que os ministérios não tivessem feito aqueles pagamentos e que os próprios ministros evitassem recorrer ao estratagema de marcar compromissos oficiais às segundas e sextas-feiras nas cidades em que mantêm residências.

O ótimo seria, inclusive, que não precisasse haver a denúncia via imprensa para que se fizessem as correções, mas, nesses casos, pelo menos a emenda não saiu pior que o soneto.

O mesmo já não se pode dizer do caso dos passaportes diplomáticos concedidos pelo Itamaraty aos filhos e netos do então presidente Lula, dois dias antes do fim do mandato.

Divulgada a concessão "por interesse do País", o Ministério Público analisou os 328 passaportes concedidos em caráter excepcional, concluiu que os sete concedidos à família Silva não eram justificáveis e pediu que fossem devolvidos.

Na ocasião, um dos filhos do ex-presidente avisou que devolveria o seu e o Itamaraty achou por bem revisar as regras para concessão de passaporte tornando-as mais rígidas.

Tudo parecia se encaminhar para uma solução parecida com essa agora da devolução das diárias, mas algo aconteceu que deu ao desfecho outra direção: a da arrogância e da deselegância.

Os passaportes não foram devolvidos e, diante da insistência do Ministério Público, o Itamaraty manifestou-se pela defesa de uma irregularidade que ele mesmo reconheceu ao mudar as regras para a concessão dos documentos.

Por que tudo isso? Porque Luiz Inácio da Silva não admite ser contestado mesmo, quiçá principalmente, quando errado. Porque não quer dar o braço a torcer e porque se considera no direito de extrapolar e insistir na extrapolação pelo simples prazer de exercitar sua insolência e falta de polidez.

Resultado: leva o Ministério das Relações Exteriores - que se deixa levar - a uma situação delicada e, sobretudo, inútil, obriga o Ministério Público a requerer a devolução dos passaportes na Justiça, expõe filhos e netos à crítica pública sem a menor necessidade e ganha o quê?

Nada, além de acrescentar mais um a sua já extensa lista de maus exemplos. Para completar, agora só falta orientar a família a usar os passaportes a fim de "provar" que com ele ninguém pode.

Business. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), é vice-presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso. Nessa condição, foi o principal articulador do aumento do fundo partidário em R$ 100 milhões, atuando em dobradinha com o colega Gim Argello (PTB-DF).

Além de resolver o problema de todos os partidos e em particular do PSDB e do PT, cujos déficits das campanhas de 2010 somam exatamente o valor do reajuste das cotas de ambos no fundo, o acerto permitiu que os tucanos não perdessem dinheiro.

Como o PSDB elegeu menos deputados e senadores que na legislatura anterior e a distribuição do fundo é proporcional ao tamanho das bancadas, sem o aumento haveria prejuízo.

Se a oposição compactua com ações em causa própria, fiscalizar quem haverá de?

Assim é. Se confirmada, a candidatura de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB estará para o governador Geraldo Alckmin, em 2012, como esteve a candidatura de Gilberto Kassab pelo DEM, em 2008, para o então governador José Serra.


Escrito por Clóvismoliveira às 02h17 PM
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Terça-feira , 10 de Maio de 2011


Escrito por Clóvismoliveira às 11h14 AM
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Estadão.com.br

Apropriação indébita

Dora Kramer

Um acordo entre governo e oposição na Comissão Mista que aprovou o Orçamento da União para 2011 elevou em R$ 100 milhões - de R$ 165 para R$ 265 milhões - o montante reservado para os partidos políticos.

Levantamento publicado ontem pelo Estado revela que o "reajuste" atende de modo especial ao PT e ao PSDB, cujos déficits relativos às campanhas eleitorais de 2010 correspondem exatamente à diferença entre as quantias que recebiam e as importâncias que passam a receber do fundo partidário.

O PT, que fechou as contas do ano passado com um rombo de R$ 16 milhões, em 2011, receberá do fundo R$ 16,8 milhões a mais. O PSDB, que registrou um déficit de R$ 11, 4 milhões, terá direito a um extra no mesmo valor.

Mais claro impossível: os líderes do governo e da oposição usaram suas prerrogativas parlamentares para, com o dinheiro público, urdir uma conta de chegar ao molde das necessidades dos respectivos cofres partidários.

O Poder Executivo viu, mas consentiu. A presidente Dilma Rousseff, "alertada" sobre os riscos de eventual veto à manobra para futuras votações de interesse do governo no Congresso, deixou passar.

Afinal, devem ter argumentado os conselheiros, todos os partidos participaram do acerto e R$ 100 milhões a mais ou a menos não valeriam a confusão.

Nessas horas e diante de atos como esse é que a gente percebe algumas das razões pelas quais a oposição no Brasil é tão branda. Quando compactua com um truque de natureza tão mesquinha com vistas a arrumar suas finanças partidárias, perde autonomia para exercer a delegação que recebeu das urnas para fiscalizar a atuação dos governistas, dentro e fora do Congresso.

Os críticos, muitos, falam em "financiamento público disfarçado". Acertam no substantivo - é financiamento público sim, uma vez que o fundo partidário pode ser usado como os partidos bem entenderem, inclusive se entenderem que devem usar o dinheiro para financiar campanhas.

Mas erram no adjetivo - não há nada de "disfarçado" nisso. A prevaricação é explícita.

Dissimulação existe é na defesa que os partidos e políticos fazem da instituição do financiamento público oficial, com reserva de verbas específicas no Orçamento sob a rubrica "campanha eleitoral", com o argumento de que é a única maneira de regularizar, baratear e moralizar a "área".

Além do fundo partidário, temos hoje a renúncia fiscal proveniente dos horários ditos gratuitos de propaganda no rádio e na televisão, assegurados anualmente haja ou não eleições.

A recente divulgação das prestações de contas da campanha de 2010 feitas à Justiça Eleitoral, revelaram um pouco do imenso descalabro: partidos grandes cooptando legendas menores mediante repasses de recursos, doações fora do limite regular tanto de pessoas físicas como de pessoas jurídicas para os partidos e ocultação dos nomes de beneficiados e benfeitores.

E nisso estamos tratando do lado legal da história. Se tantas irregularidades são cometidas no âmbito do que é permitido por lei, imagine o que não ocorre - e continuaria a ocorrer uma vez oficializado o financiamento público - no mundo do caixa 2.

Sempre que um episódio desse tipo vem à tona suas excelências aludem ao excesso de hipocrisia no trato da questão e à carência de transparência no sistema.

Nada mais hipócrita. O que acontece é exatamente o contrário: um caso como o do acerto entre governo e oposição para saldar dívidas de partidos mediante aumento do valor dos repasses do fundo partidário, mostra a falta de lisura e a tendência à manipulação do dinheiro público, reduzindo as chances de a sociedade apoiar a instituição do financiamento oficial.

Urgente não é o Congresso aprovar a obrigatoriedade de o Estado financiar as campanhas eleitorais. Urgente é o Congresso perceber a necessidade de fazer antes a sua parte, reconhecendo o quanto são abusivas práticas consideradas normais pelos partidos, mostrando disposição de alterar essas condutas e oferecendo garantias mínimas de integridade no uso do bem público.

Osama foi para o céu

Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

Osama é o único assunto. Jurei que não escreveria sobre ele, mas esse homem não me sai da cabeça. Aí, resolvi telefonar para o Nelson Rodrigues para ver sua opinião. Disco o telefone preto intergaláctico, pois o Nelson me ajuda a "não" pensar com as falsas luzes do bom senso, das causas e efeitos. O telefone toca. Já ouço as risadinhas dos querubins, em volta de Nelson na nuvem de algodão no céu de estrelas de papel prateado, como nos teatros da Praça Tiradentes.

- Nelson... sou eu, o Arnaldo...

- Você me ligando, rapaz, como um telefonista de si mesmo. Achei que tinha me esquecido...

- O negócio é o seguinte, Nelson, estou besta com a morte do Osama...

- Eu também, rapaz... O sujeito acabou de entrar aqui, com guarda-costas e tudo e foi correndo para o paraíso islâmico aí do lado...

Está uma barulheira danada, com todo mundo de camisola gritando "Só Alá é grande". Deus Pai não liga muito, mas fica vagamente irritado com esse nome; ele e Alá são iguais. Com a chegada do Osama, resolvi dar uma "espiadinha" no paraíso deles...

Rapaz, parece o baile do Bola Preta! Os terroristas são tratados a pão de ló e goiabada. O Muhammad Atta, aquele chefe suicida do 11 de Setembro, estava deitado numa cama de ouro, com odaliscas do Catumbi rebolando a dança do ventre e, quando o Osama entrou, as mil virgens pularam em cima dele, pedindo autógrafos, macacas de auditório com asinhas... É... Osama é um galã de novela... Aí embaixo também; estávamos apaixonados por ele ao avesso e não sabíamos. Eu confesso que acho ele um craque...

- Como assim? - pergunto, como nos maus diálogos.

- Porque ele criou o primeiro acontecimento do século 21. Tudo que os russos quiseram fazer, ele fez em meia hora. E mudou o Ocidente.

A América perdeu a "máscara", estavam muito folgados na época... Agora, voltaram como caubóis, mas a vida não será a mesma. Vão continuar procurando bombas em bueiros. O Ocidente sempre teve o alvo da finalidade, do progresso. O Islã, não; quer o imóvel, a verdade incontestável. Eles não vivem na História; vivem na eternidade. Agora tem os rebeldes árabes; vamos ver se vão preferir a democracia mesmo ou os dogmas assassinos do Osama. De qualquer modo, os americanos vão ter de incluir a morte em seu dia a dia. Não poderão esquecê-la como sempre tentaram. Ficarão mais "orientais", mais fatalistas... Isso pode até ser bom.

- Como assim? - repito na minha obtusidade.

- Rapaz, me admira você não ver isso: para eles, nós somos o Mal. Eles são o Bem. Aí, a jogada genial do Barack Obama foi ser também o Mal deles. Os cães infiéis atacaram de volta... Você disse uma frase na TV que eu até gostei: "Tudo foi cinema. Começou como Godzilla em 2001 e agora acabou como Duro de Matar... Você devia abrir uma lojinha de frases...

- Quem sou eu, Nelson?...

- E agora, todo mundo tira casquinha da vitória do Obama. Os republicanos berram: "Se não fossem nossas torturas, não achavam o homem!" Do outro lado, gemem os éticos e idiotas da objetividade: "Foi ilegal - e nossos valores?" Esses caras já nascem com uma ética pré-fabricada e não se curvam ao intempestivo da História; não aguentam o mistério do acontecimento. Não veem que o certo e o errado estão misturados. Nietzsche disse: "As convicções são cárceres". Os intelectuais têm de aprender a "não entender"...

- Mas Nelson, politicamente o momento...

- O momento é importante, sim, porque os ditadores bilionários da Arábia adoravam que os inimigos fossem os americanos, enquanto seus povos miseráveis batiam cabeça ajoelhados no chão... Agora, os árabes acordaram...

- Nelson, você virou marxista aí no céu...

- O Marx me chama de "reacionário", mas me ouve muito e anda chateado com as bobagens que escrevem sobre ele na academia. Eu disse para ele: "Olha, Marx, a burrice é uma força da natureza, feito o maremoto"... Ele vive repetindo isso, achou uma graça infinita... Bom sujeito, o Marx...

- É... mas a História andou para trás...

- Para com isso, rapaz, a História não existe... Ela foi uma invenção daquele alemão, o tal de Hegel que, aliás, está ali sentado numa nuvem, chorando lágrimas de esguicho numa cava depressão... O sujeito achava que a História andava pra frente e, de repente, meia dúzia de malucos, cheirando a banha de camelo, transformaram nossa vida num pesadelo humorístico. Vocês achavam que a vida era movida pelas "relações de produção", coisa e tal, mas esqueceram que a História pode ser "intempestiva, mutante", como escreveu o Nietzsche, que também anda por aqui, bigodudo, muito sério, e disse uma frase genial para mim: "A filosofia é um exílio entre montanhas geladas..." O Nietzsche é um craque... Sempre que posso, tomo um cafezinho com ele. Nunca saímos da barbárie, pensa bem: tivemos duas guerras mundiais num século. Os alemães queimaram judeus, os americanos derreteram 200 mil em 30 segundos em Hiroshima e Nagasaki. A razão é um luxo de franceses... Aliás, tem um francês inteligente aqui, o Baudrillard. Ele disse: "Acabou o "universal" - agora, só há o "singular" e o "mundial"..." Bom, né?

- Mas, o futuro da humanidade...

- O mundo nunca foi feliz... Esse negócio de felicidade global é invenção do comércio americano... A humanidade dando milho para os pombos na Praça de São Marcos é lero-lero...Deus não quer isso. Vai olhar a Bíblia, a Torá; é tudo no "olho por olho"... Lembra da Inquisição? Deus é violento... (estou falando baixo que Ele está ali perto, consolando o Hegel).

- Mas o ser humano...

- Rapaz... A humanidade é uma ilusão. "Tudo que é real é irracional, tudo que é irracional é real." Se o mundo acabar, não se perde absolutamente nada...

E desligou...


Escrito por Clóvismoliveira às 11h09 AM
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Imagens engraçadas - Foto Prova que Osama Morreu


Escrito por Clóvismoliveira às 10h01 AM
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Escrito por Clóvismoliveira às 09h50 AM
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Segunda-feira , 09 de Maio de 2011

Farsa: Casa Branca Alega que Vídeo de 4 Anos Atrás de Bin Laden é Nova Filmagem

Em um esforço desesperado para sustentar a narrativa oficial que se encontra totalmente em ruínas, a Casa Branca ontem divulgou um conjunto de duvidosos "filmes caseiros" de Bin Laden, supostamente apreendidos em seu complexo durante o ataque na noite de domingo, os quais  mostrariam Bin Laden em 2010, mas as fitas são quase idênticas aos filmes divulgados há quase quatro anos por um notório grupo de fachada do Pentágono, que atua como um conduíte para a inteligência dos EUA publicar regularmente vídeos falsos da Al-Qaeda.

Antes mesmo de olhar para as novas fitas, vamos lembrar que o
Washington Post informou no ano passado sobre como a CIA estaria utilizando "empregados de pele mais escura" para criar falsos filmes de Bin Laden. O fato da CIA ter criado fitas falsas de Bin Laden é um fato admitido e não uma teoria da conspiração. Leia mais abaixo.


"Extraordinários vídeos caseiros feitos no esconderijo de Osama bin Laden mostram o líder terrorista assistindo a cobertura de notícias de si mesmo na televisão", relata o jornal Daily Mail.

"Os vídeos foram apreendidos por Navy SEALs depois de Bin Laden ter sido morto. Eles foram mostrados a jornalistas esta tarde por funcionários da inteligência."

Um dos vídeos mostraria
Bin Laden assistindo notícias na TV sobre si mesmo. A filme é feito praticamente por detrás de sua cabeça e só mostra apenas uma pequena parte de seu rosto. A TV mostra imagens de Bin Laden, assim como fotos e imagens de Barack Obama. Curiosamente, o único momento em que a câmera foca a TV para que você possa ver claramente a imagem é quando ela mostra Bin Laden, Obama, ou de ambos em uma foto em conjunto.

Ao contrário das supostas
filmagens de Bin Laden sendo exibidas nos canais de televisão, onde sua barba é grisalha, em outras fitas que a Casa Branca alega terem sido gravadas entre Outubro e Novembro de 2010, Bin Laden aparece com a barba tingida de preto. O homem assistindo TV parece ser muito mais velho do que o Bin Laden visto nestas outras fitas. O jornal Estadão reportou que de acordo com as autoridades americanas, "esta mudança na cor da barba sugere que Bin Laden era alguem que "tinha muito zelo" com a própria imagem".

A rede MSNBC divulgou o vídeo sob o título "Novo vídeo mostra Bin Laden Em Túnica Dourada". No entanto, estas fitas são quase idênticas às primeiras imagens divulgadas pelo SITE, uma organização de fachada do Pentágono, em setembro de 2007. Nesse filme, Bin Laden também aparece com a barba tingida e está usando exatamente a mesma roupa. A única coisa que difere é a cor do fundo, mas em outras fitas o fundo é da mesma cor marrom da fita de 2007. Como a análise do especialista de computador Neal Krawetz revelou, fundos falsos são frequentemente usados em supostos vídeos da "Al Qaeda", onde uma tela azul é usada para sobrepor a figura do orador sobre um pano de fundo pré-selecionado.

As filmagens nessas fitas supostamente mostrariam Osama Bin Laden fazendo gravações no final de 2010, e ainda assim ele aparece idêntico à forma como ele apareceu nas fitas divulgadas em 2007.

A mídia corporativa esqueceu completamente de mencionar o fato de que grande parte das filmagens que a Casa Branca alega terem sido feitas em 2010 é quase idêntica aos filmes anteriores, divulgados em 2007 pelo
grupo de fachada do Pentágono SITE. Por que Bin Laden faz um vídeo em outubro de 2010 e não os publica? A menos que estes sejam meramente bastidores do filme já divulgado quatro anos atrás.

Não seria a primeira vez que  fitas de
Bin Laden são tidas como material novo, quando na verdade elas tem anos de idade. Em julho de 2007, a grande mídia anunciava o aparecimento de uma fita de Bin Laden fazendo um discurso como sendo imagens novas. Na verdade, os filmes tinham quase seis anos de idade, tendo sido filmados em outubro de 2001 e, posteriormente liberados pela IntelCenter, organização ligada ao grupo SITE, em outubro de 2003. Na época foram feitas comparação de imagens provando que as filmagens chamada de "nova" em 2007 foi na verdade gravada em 2001 e divulgadas pela primeira vez pela agência de notícias islâmica Al-Ansaar em 2002.

Imagens mostradas em 2007 como nova, e na direita a antiga 

orelha e nariz do bin laden

Como já foi documentado no site PrisonPlanet de Alex Jones, a organização que liberou a fita original de 2007 que é praticamente idêntica aos vídeos divulgados hoje pela Casa Branca hoje nada mais é que um canal de propaganda do Pentágono gerenciada pela filha de um ex-espião israelense.

O
SITE é praticamente uma empreiteira para o governo dos EUA, recebendo cerca de 500 mil dólares por ano do Tio Sam, e já foi pega liberando fitas falsas da Al-Qaeda em várias ocasiões. As páginas do SITE estão hospedadas em servidores localizados em Washington DC, que estão localizados entre o Departamento de Segurança Interna e a Embaixada de Israel.

Como na fita de 2007, o logotipo da As-Sahab aparece nas "nova" fitas divulgada pela Casa Branca. Uma
investigação de Neal Krawetz em 2007 foi destaque na revista Wired descobrindo que o logo da As-Sahab foi adicionado da mesma forma que o logotipo do IntelCenter, outra frente do complexo militar-industrial, o que significa as chamadas fitas da "Al-Qaeda" vieram, de fato, diretamente dos mesmos círculos de inteligência dos EUA. Embora Krawetz afirmava que seria este o caso em uma entrevista gravada, apemas depois que a história começou a receber atenção que misteriosamente ele começou a negar a alegação, apesar de Kim Zetter da Wired receber a aprovação da Krawetz de que todas as informações contidas no relatório original eram válidas.

Estas "novas" fitas, que são na verdade idênticas àquelas divulgadas em 2007, farão pouco para firmar a  frágil narrativa de
Bin Laden da Casa Branca, que tem estado sob suspeita depois que foi relatado que o corpo de Osama foi apressadamente atirado ao mar e que Obama teria se recusado a liberar uma imagem de Bin Laden morto.

A narrativa do ataque de domingo passado deu meia-voltas constantemente e até mesmo jornalistas da mídia corporativa estão começando a ficar preocupados, principalmente depois que verificou-se que Obama e Hillary não poderiam terem visto o ataque se desdobrando ao vivo, como teria sido informado, pois a transmissão ao vivo foi cortada antes dos SEALS da Marinha entrarem no complexo, o que significa que a foto abaixo na "
Sala da Situação" (sala com avançados aparelhos de comunicação onde o presidente se reúne com seu conselho e segurança e administra crises), que supostamente mostram Obama, Hillary e o restante da equipe assistindo o assassinato de Bin Laden ao vivo, foi na verdade, completamente encenada.

Fontes:
Activist Post: Hoax: White House Claims 4-Year-Old Bin Laden Video Is New Footage
Washington Post: CIA unit's wacky idea: Depict Saddam as gay
Daily Mail: He's coming to get you: The day Osama Bin Laden sat glued watching TV of Barack Obama, the man who had him killed
Wired: Researcher’s Analysis of al Qaeda Images Reveals Surprises — UPDATED


Escrito por Clóvismoliveira às 11h50 PM
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Escrito por Clóvismoliveira às 08h23 PM
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Bin Laden Morreu em 2001 e o 11 de Setembro foi uma Farsa, diz Ex-Funcionário do Alto Escalão dos EUA

Bin Laden Steve Pieczenik
O ex-funcionário do alto escalão do governo dos EUA, Dr. Steve R. Pieczenik, um homem que trabalhou em diversas posições influentes durante a presidência de três presidentes diferentes dos EUA e ainda trabalha com o Departamento de Defesa americano, falou para o espanto de todos durante o The Alex Jones Show ontem que Osama Bin Laden morreu em 2001, e que estava preparado para depor diante de um júri o fato de que um general de alta posição lhe disse diretamente que o 11 de setembro foi um ataque de falsa bandeira provocado internamente.


Pieczenik
não pode ser descartado como "teorista da conspiração". Ele atuou como Assistente do Secretário Adjunto de Estado de três administrações diferentes, Nixon, Ford e Carter, além de trabalhar sob Reagan e Bush pai, e ainda trabalha como consultor para o Departamento de Defesa. Ex-capitão da Marinha dos EUA, Pieczenik recebeu dois prestigiados prêmios da Harry C. Solomon da Harvard Medical School por ter completado simultaneamente um doutorado no MIT.

Recrutado por Lawrence Eagleburger como vice-secretário assistente de Estado da Administração, Pieczenik passou a desenvolver "os princípios básicos para a guerra psicológica, combate ao terrorismo, estratégia e táticas de negociações trans-culturais para o Departamento de Estado dos EUA, militares e comunidades de inteligência e outras agências de Governo dos EUA", ao mesmo tempo, desenvolvendo estratégias fundamentais para resgate de reféns, que foram posteriormente utilizados em todo o mundo.

Pieczenik serviu também como um planejador sênior da política com secretários Henry Kissinger, Cyrus Vance, George Schultz e James Baker e trabalhou na eleição de
George W. Bush, na campanha contra Al Gore. Sua ficha ressalta o fato de que ele é um dos homens mais profundamente ligados aos círculos de inteligência dos últimos trinta e poucos anos.

O personagem de Jack Ryan, que aparece em muitos romances de Tom Clancy e também foi interpretado por Harrison Ford no popular filme de 1992 "
Jogos Patriotas"  também é baseado em Steve Pieczenik.


Filme baseado em Steve Pieczenik

Em abril de 2002, a mais de nove anos atrás,
Pieczenik disse no programa Alex Jones Show que Bin Laden já tinha sido morto "há meses", e que o governo estava esperando o momento politicamente mais oportuno para lançar o seu cadáver. Pieczenik estaria em posição para saber, tendo conhecido pessoalmente Bin Laden e trabalhado com ele durante a guerra por procuração contra os soviéticos no Afeganistão, nos anos 80.

Pieczenik disse que Osama Bin Laden morreu em 2001, "Não porque as forças especiais o mataram. Como médico, eu tomei conhecimento de que o médico da CIA tinha tratado ele, e constava na lista de inteligência que ele tinha síndrome de Marfan”, e acrescentou ao dizer que o governo dos EUA sabia que Bin Laden estava morto antes de terem invadido o Afeganistão.

A
síndrome de Marfan é uma doença degenerativa genética para a qual não há cura definitiva. Esta grave doença encurta o tempo de vida do doente.

"Ele morreu de síndrome de Marfan, Bush estava ciente disso, e a comunidade de inteligência também", disse
Pieczenik, observando que os médicos da CIA tinham visitado Bin Laden em Julho de 2001 no Hospital Americano em Dubai.

"Ele já estava muito doente com resultado da síndrome de Marfan e já estava morrendo, então ninguém tinha que matá-lo", acrescentou
Pieczenik, afirmando que Bin Laden morreu pouco depois de 11 de setembro em seu complexo de cavernas de Tora Bora.

"Será que a comunidade de inteligência ou o médico da CIA montaram esta situação, a resposta é sim, categoricamente, sim", disse Pieczenik, referindo-se a alegação de domingo que Bin Laden foi morto em seu complexo, no Paquistão, acrescentando: "Todo este cenário onde você vê um bando de gente sentado lá olhando para a tela de TV e eles parecem como se estivessem vendo algo tão intenso, é um absurdo", se referindo às imagens divulgadas pela Casa Branca que pretendem mostrar Biden (vice-presidente),
Obama e Hillary Clinton (Secretária de Estado) assistindo a operação para matar Bin Laden ao vivo na tela da televisão.

"É um total invenção, um faz de conta, estamos no teatro americano do absurdo... Por que estamos fazendo isso de novo... há nove anos, este homem já estava morto... por que o governo tem que repetidamente mentir para o povo americano”, indagou Pieczenik.

"Osama Bin Laden estava totalmente morto, então não existe nenhuma maneira deles terem atacado ou confrontado ou matado Osama bin Laden", disse Pieczenik, brincando que a única maneira que isso poderia ter acontecido seria se as forças especiais atacassem um necrotério.

Pieczenik disse que a decisão de lançar esta farsa agora foi feita porque
Obama tinha chegado ao fundo com um mergulho nos índices de aprovação e também por causa do fato de que a questão da certidão de nascimento dele estava estourando na sua cara.

"Ele tinha que provar que era mais do que o americano... ele tinha que ser agressivo", disse Pieczenik, acrescentando que a farsa foi também uma forma de isolar o Paquistão como uma retaliação à intensa oposição ao programa drone Predator (avião não pilotado), que já matou centenas de paquistaneses...

"Foi tudo orquestrado, quando você tem pessoas sentadas ao redor assistindo a uma comedia, basicamente o centro de operações da Casa Branca, e você tem um presidente que sai quase como um zumbi dizendo que acabaram de matar o Osama Bin Laden, que já estava morto há nove anos”, disse Pieczenik, chamando o episódio de, "a maior mentira que já ouvi, eu quero dizer que foi um absurdo.”

Descartando a versão do governo para o assassinato de Bin Laden como uma "piada doentia" em cima do povo americano, Pieczenik disse: "Eles estão tão desesperados para fazer Obama aparentar ser viável que negam o fato de que ele pode não ter nascido aqui (nos EUA), negam quaisquer dúvidas a respeito de seus antecedentes, as irregularidades sobre o seu passado, tudo para fazê-lo ter uma aparência mais assertiva... para re-eleger esse presidente e para que o público americano possa ser enganado novamente.”

A afirmação de Pieczenik de que Bin Laden morreu há quase dez anos
é ecoado por numerosos profissionais de inteligência, assim como os chefes de Estado em todo o mundo.

Bin Laden "foi usado da mesma forma que os atentados de 11 de setembro foram usados para mobilizar as emoções e os sentimentos do povo americano para participarem de uma guerra que tinha que ser justificados através de uma narrativa que Bush júnior e Cheney inventaram sobre o mundo do terrorismo”, afirmou Pieczenik.

Durante sua entrevista no Alex Jones Show, ontem, Pieczenik também afirmou que ele foi diretamente informado por um general de destaque que o
11 de setembro foi uma operação clandestina de falsa bandeira, e acrescentou que está preparado para ir diate um grande júri para revelar o nome deste general.

"Eles realizaram os ataques", disse Pieczenik, nomeando Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Stephen Hadley, Elliott Abrams, e Condoleezza Rice, entre outros, como tendo sido diretamente envolvidos.

"Eu ensinei técnicas de operações clandestinas e de
falsa bandeira no National War College, eu ensinei isso a os meus agentes, então eu sabia exatamente o que estava sendo feito com público americano", acrescentou.

Pieczenik reiterou que estava disposto a revelar em um tribunal federal o nome do general que lhe informou que o 11 de setembro foi um trabalho interno, "para que possamos desvendar isto de forma legal, e não de forma estúpida como foi a Comissão de 11 de setembro que foi um absurdo.”

Pieczenik explicou que ele não é um liberal, um conservador ou um membro do movimento “Tea Party”, mas apenas um americano que está profundamente preocupado com o rumo que seu país está tomando.

Update:

Juntamente com os vídeos que alegam ser de Bin Laden serem divulgados por toda a mídia, Steve Pieczenik começou a despontar na mídia corporativa. Vejam o que reportaram no Examiner:

Nos EUA, ex-subsecretário adjunto do Ministério das Relações Exteriores em três administrações diferentes, o Dr. Steve R. Pieczenik afirmou a sua disponibilidade, em 3 de maio numa entrevista no programa Alex Jones Show, para se apresentar diante de um júri e revelar o nome de um general que, pessoalmente, disse-lhe que 11 de setembro foi um falso ataque.

A grande parte destes artigos sobre Pieczenik apresenta um tom derrogatório, como o do washington post, que reportou que "Relatório da morte de Bin Laden incita questões dos teóricos da conspiração", ou de um blog na Forbes dizendo que "Osama bin Laden já está se tornando a Nova Roswell", ou ainda este do Bay Area, onde o colunista diz "A morte de Bin Laden dá à luz a mais recente teoria da conspiração". Neste último, o escritor parece mais atacar os "Teoristas da Conspiração", do que tentar defender a história oficial. Típico.
E abaixo a foto que Pieczenik se refere na matéria acima:


Escrito por Clóvismoliveira às 10h42 AM
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Estadão.com.br

As duas faces do lulopetismo

A.P.Quartim de Moraes

Num mesmo dia, 4 de maio último, os principais jornais brasileiros estamparam duas notícias distintas, aparentemente sem nenhuma relação uma com a outra, que revelam claramente o que significaram para o Brasil os oito anos de lulopetismo. A primeira: a pobreza no País caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período dos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva. A segunda: os quatro filhos e três netos de Lula recusavam-se até então a devolver os passaportes diplomáticos que lhes foram concedidos irregularmente nos últimos dias do governo do chefe do clã, levando o Ministério Público Federal a cogitar de recorrer à Justiça para corrigir a anomalia.

Quem se sentir chocado com a colocação dessas duas notícias num mesmo nível de importância para efeito de avaliação do governo Lula deve atentar para o seguinte: o sentido de justiça que impele os bons governantes a lutar pela diminuição das desigualdades é inspirado pelos mesmos valores humanos universais que estabelecem que não pode haver justiça enquanto houver regalias e privilégios aos quais, por definição, só poucos podem ter a oportunidade de acesso. Por mais bem-sucedido que tenha sido no combate à pobreza - e em grande medida realmente o foi -, Lula deixou a obra pela metade ao não ter tido capacidade, ou preparo, para entender que ele próprio é e continuará sendo beneficiário dos mesmos direitos e submisso aos mesmos deveres, nem mais nem menos, do mais humilde dos cidadãos que seu trabalho como presidente resgatou da pobreza. É a igualdade perante a lei, fundamento da organização de qualquer sociedade minimamente civilizada.

Mas não é apenas a atitude antiética de agir como se fosse "mais igual" do que o cidadão comum que compromete o desempenho de Lula como chefe de governo e o coloca muito distante da condição de estadista. Muito piores, do ponto de vista do bem comum, são as consequências da generalização desse comportamento, por contaminação, pelos quadros da administração estatal, estimulados, pelo exemplo que vem de cima, a cultivar privilégios e regalias. Se o chefe pode, por que não eu? É assim que os desmandos e a corrupção prosperam, na razão inversa em que, inevitavelmente, decai a eficiência da máquina governamental.

Lula e o PT sabem perfeitamente disso, pois durante mais de 20 anos combateram ferozmente os privilégios das "elites", acusaram todos os governos, mesmo depois da redemocratização do País em 1985, de se colocarem a serviço de interesses de potências ou do capital internacional e das castas e dos estamentos sociais que o dominavam, em prejuízo da grande maioria da população. Pois bastou chegar lá para o lulopetismo pôr em prática tudo o que sempre combateu. Desde aliar-se às mais retrógradas oligarquias regionais e envolver-se - segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal - em esquemas de compra de votos de deputados federais em troca de apoio político até promover um aparelhamento do Estado como nunca antes visto neste país e emascular completamente as grandes organizações sindicais, com a criação de um neopeleguismo alimentado a fundos de pensão.

É claro que esse novo tipo de apropriação privada do poder público teve reflexos negativos, que, com toda a certeza, prejudicaram o desempenho do próprio governo Lula. Não estivessem os coronéis que dominam o Congresso Nacional, os partidos que manipulam a máquina do Estado e os neopelegos deslumbrados com seu novo status social - não estivessem todos tão completamente envolvidos na defesa de seus próprios interesses, como a ampliação de suas regalias e de seus privilégios -, certamente os dois mandatos de Lula teriam um saldo de realizações concretas muito mais amplo a apresentar.

Não é à toa que os mais expressivos resultados desses oito anos se concentram nos programas que representam bandeiras históricas e prioritárias do PT - e, não por acaso, se traduzem em votos -, como a incorporação ao mercado de consumo de milhões de brasileiros antes marginalizados. Contudo metas com menores visibilidade e implicação eleitoral imediata, como todas aquelas que dizem respeito à infraestrutura indispensável ao desenvolvimento - estradas, aeroportos, saneamento básico, geração de energia, etc. -, sem falar no descontrole fiscal decorrente da gastança de recursos públicos, o que hoje começa a ameaçar o controle da inflação, quase todas essas ações, cujo implemento depende não apenas de investimentos adequados, mas também de gestão eficiente, ficaram a dever no governo Lula e hoje constituem uma verdadeira herança maldita para Dilma Rousseff.

Assim, a arrogância da família Lula da Silva na recusa a devolver os passaportes diplomáticos que obteve, indevidamente, ao apagar das luzes do "seu" governo não é um fato isolado e "da maior irrelevância", como já declarou um dos mais notórios aduladores do chefe, Marco Aurélio Garcia. Trata-se de mais um triste exemplo da falta de compostura ética e moral que caracterizou e prejudicou oito anos de lulopetismo no comando da República.

Se Lula não conseguiu, ou não soube, ou não quis transmitir certos valores éticos a seus descendentes, não é de admirar que não se tenha preocupado em fazê-lo em relação a seu partido e, principalmente, à enorme massa de seus eleitores. O que importa é ser "pragmático", levar vantagem. Daí a leniência com que ele próprio sempre passou a mão na cabeça dos seus "aloprados", com que o PT absolve um corrupto confesso como Delúbio Soares, com que todos juntos proclamam descaradamente que o mensalão nunca existiu.

Claro, é uma invenção das "elites". Nas quais, hoje, Lula e o PT, e suas duas faces, estão confortavelmente instalados. Ou não?


Escrito por Clóvismoliveira às 09h58 AM
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Tempo de tela
Fadado a medir forças com o PSD possivelmente em 2012 e com certeza em 2014, Geraldo Alckmin se movimenta para atrair partidos com representação modesta em São Paulo, mas tempo de TV significativo. O tucano quer explorar a principal fragilidade da nova sigla do prefeito, que, sem bancada empossada, participará do rateio de apenas um terço dos programas eleitorais -os outros dois são distribuídos conforme o número de deputados federais das legendas.
Enquanto Kassab corteja PC do B, PDT e PSB, o governador deve ceder espaço a PP, PSC e PRB, recém-vitaminados. Assim, faz frente à iminente defecção do PMDB, aliado em 2010 que agora prepara voo solo.

Malufou? Na tentativa de consolidar o novo arco de alianças, Alckmin estuda dar ao PP de Paulo Maluf o comando da CDHU, estatal responsável pela construção de casas populares.

Novo rolo 1 Além do impasse na definição do futuro secretário-geral, o PSDB paulista terá de desatar outro nó até a próxima quinta-feira, quando pretende definir os cargos da Executiva estadual. Insatisfeitos com o espaço que lhes foi reservado no novo comando, membros da atual direção ameaçaram anteontem lançar uma chapa alternativa.

Novo rolo 2 Como esses descontentes detêm influência sobre os diretórios das cidades menores, muitos reformulados recentemente, o movimento preocupa o grupo de Alckmin.

Estreia José Serra coloca hoje no ar seu site (www.joseserra.com.br), dotado de ferramenta de interação direta e abastecido com fórum de debates sobre políticas públicas, além de artigos do ex-governador e candidato derrotado à Presidência.

Opções O novo número um do PT, Rui Falcão, conversou com Lula na quinta-feira passada. A pauta incluiu a sucessão de Gilberto Kassab. O ex-presidente ainda enxerga com muito carinho a ideia do "nome novo".

Em resumo De um integrante do primeiro escalão do governo federal, sobre o nome ideal para a eleição paulistana: "O Lula e a Dilma gostariam que Fernando Haddad fosse o candidato do PT. O Lula porque gosta dele. A Dilma porque não gosta".

Precedente Até o final da semana passada, o núcleo do governo tinha a esperança de que a ministra Ana de Hollanda (Cultura) vivesse processo semelhante ao do colega Orlando Silva (Esporte), que passou por período de desestabilização, com intenso "fogo amigo", e depois se consolidou no cargo.

02 No Planalto, porém, há quem reconheça que faltam a Ana tanto a experiência política quanto o "drive" de Orlando. Se ela tiver de sair, o governo gostaria que fosse a pedido.

Eureka! A empolgação com que Aloizio Mercadante fala sobre feixe de elétrons, luz sincroton e semicondutores desde que assumiu o Ministério de Ciência e Tecnologia é tamanha que colegas e jornalistas passaram a chamá-lo de "Professor Pardal".

Litígio 1 Às turras com o governo pelos "restos a pagar", prefeitos que baixam em Brasília amanhã para a marcha comprarão nova briga ao pressionar o Congresso a derrubar o veto de Lula sobre royalties do petróleo. Vão fazer concentração na Casa.

Litígio 2 Em campanha para obrigar uma distribuição igual dos royalties a todas as cidades do país, os prefeitos vão criar um impostômetro às avessas, medindo quanto cada município do país deixa de ganhar.

com FABIO ZAMBELI e ANA FLOR

tiroteio

"O fortalecimento dos partidos é cláusula pétrea da reforma política. Ao colocar este caviloso artigo que permite a infidelidade, o PSD consegue quebrar esta pedra."
DO SENADOR JOSÉ AGRIPINO (DEM-RN) sobre a inclusão, no estatuto do PSD, da garantia de que a nova sigla não pedirá o mandato de quem a deixar.

contraponto

27 e contando

No dia em que a Câmara aprovou a realização de plebiscito para dividir o Pará, deputados passaram a discutir as mais diversas propostas de criação de novos Estados, como São Paulo do Leste, Triângulo e Amazonas Oriental. Ao ponderar que aquele "festival pseudofederativo" era uma irresponsabilidade, Chico Alencar (PSOL-RJ) foi repreendido por um colega:
-Você é historiador. Sabe que a pujança dos EUA está em seus 50 estados. Temos que chegar lá!
-Mas nem sempre o que é bom para os EUA é bom para o Brasil...- retrucou Alencar, rindo solto.

Ganhar R$ 0,01 a mais faz salário baixar até R$ 36,89

MARCOS CÉZARI

POR RECEBER MAIS, ASSALARIADO MUDA DE FAIXA E TEM DE PAGAR MAIS AO INSS

Prevista em lei, forma de cálculo não segue o mesmo princípio da progressividade usado na tabela do IR

Ganhe mais e receba menos no dia do pagamento. Não, não há erros no título da reportagem e na frase acima.
Se você acha um absurdo, saiba que isso é possível no Brasil -no caso de uma parcela de trabalhadores com registro em carteira- por conta do desconto da contribuição mensal recolhida pela empresa ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Essa situação ocorre com uma parte dos trabalhadores assalariados que recebem, por mês, entre R$ 1.106,91 e R$ 1.844,84.
O motivo para esse aparente absurdo é o desconto da contribuição previdenciária mensal. Diferentemente da tabela do Imposto de Renda, que é progressiva, a da Previdência tem as alíquotas fixas por faixa salarial.
Significa o seguinte: ao mudar de faixa de contribuição -basta ganhar R$ 0,01 a mais-, o assalariado terá o desconto integral pela alíquota maior.
Isso faz com que ele tenha um salário líquido inferior ao daquele que ganha R$ 0,01 a menos e que contribui por uma alíquota menor.
No quadro acima, à direita, estão as diferenças máximas provocadas por essa sistemática de desconto. Essas são as maiores diferenças, conforme o ganho mensal, porque foram usados, como exemplos, os salários que estão no limite de mudança de uma faixa para a outra.
O trabalhador com salário de R$ 1.106,90 pagará 8% ao INSS, ou R$ 88,55, resultando em salário líquido mensal de R$ 1.018,35. Já quem ganha R$ 1.106,91 (ou seja, apenas R$ 0,01 a mais) paga 9%, ou R$ 99,62, valor que reduz o salário para R$ 1.007,29. Resultado: por ganhar aquele R$ 0,01 a mais, ele recebe R$ 11,06 a menos por mês.
A mesma disparidade ocorre com os trabalhadores registrados que ganham R$ 1.844,83 e R$ 1.844,84.
No primeiro caso, a contribuição é de 9%; no segundo, de 11%. Resultado: o primeiro terá desconto de R$ 166,03 para o INSS; o segundo, de R$ 202,93. Nesse exemplo, o segundo trabalhador ganha apenas R$ 0,01 a mais, mas fica com R$ 36,89 a menos.

REGRA É LEGAL

Essa forma de desconto da contribuição não é ilegal, pois está prevista no artigo 20 da Lei de Custeio da Previdência (lei nº 8.212/91).
O advogado Wladimir Novaes Martinez, especialista em legislação previdenciária, não vê nada de errado nessa forma de desconto.
Para ele, embora possa ser injusto do ponto de vista financeiro agora, essa regra poderá beneficiar o trabalhador no futuro.
É que os valores das contribuições pagas desde julho de 1994 entrarão no cálculo da aposentadoria. Assim, quanto maior a contribuição hoje, maior tende a ser a aposentadoria no futuro.

IR É PROGRESSIVO

Diferentemente da contribuição recolhida ao INSS, o Imposto de Renda não reduz o salário do trabalhador que "pula" de uma faixa para outra apenas por ter um salário R$ 0,01 maior.
É que a tabela do IR faz a tributação ser calculada de forma progressiva, ou seja, o salário do trabalhador é "fatiado" em partes: uma (até R$ 1.566,61) é isenta; as outras quatro pagam 7,5%, 15%, 22,5% ou 27,5%. As "parcelas a deduzir" da tabela têm efeito neutralizador.
Exemplo: quem tem renda tributável (salário mensal bruto menos os descontos permitidos por lei, com a contribuição ao INSS já mencionada, dependentes, contribuição à previdência privada, plano de saúde, pensão alimentícia judicial etc.) de R$ 3.911,63 paga 22,5%, ou seja, R$ 351,74 por mês.
Se a renda tributável desse mesmo trabalhador for R$ 100 maior, ou R$ 4.011,63, ele pagará R$ 379,24, ou seja, apenas R$ 27,50 a mais.
O motivo é simples: apenas aqueles R$ 100 a mais foram tributados pela alíquota máxima, de 27,5%.
Uma renda tributável de R$ 4.911,63 (R$ 1.000 a mais) pagará R$ 626,74 por mês, ou seja, R$ 275 a mais.


Escrito por Clóvismoliveira às 09h52 AM
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Angeli


Escrito por Clóvismoliveira às 09h37 AM
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Sexta-feira , 06 de Maio de 2011



Estadão.com.br

Barriga de aluguel

Dora Kramer

Aconteceu no mesmo dia e quase ao mesmo tempo na Câmara e no Senado: duas medidas provisórias chegaram na quarta-feira aos respectivos plenários eivadas dos habituais "contrabandos" mediante os quais o governo pretende resolver várias questões de uma tacada só, esquivando-se do desconforto de ver cada um deles examinado, debatido e contestado pelo Congresso.

A do Senado tratava de vários assuntos diferentes - da criação de um fundo para empresas que participarão das obras para a Copa e a Olimpíada à ajuda ao Haiti e alterações no seguro habitacional.

A da Câmara enunciava a regulação da atividade de médico-residente, mas a maior parte dos artigos dizia respeito à criação de um regime específico de regras para a contratação de obras necessárias à realização da Copa do Mundo, na realidade uma "flexibilização" da Lei de Licitações.

É como se o governo carregasse um caminhão com mercadorias diversas e apresentasse nota fiscal especificando um tipo de carga diferente das outras para burlar a fiscalização.

Uma prática contra a qual os senadores da oposição resolveram se insurgir retirando-se do plenário em protesto. Vão, pois a medida provisória foi aprovada pela maioria governista.

Na Câmara, os protestos dos deputados Roberto Freire e ACM Neto sequer foram ouvidos pela Mesa, que marcou a votação para a semana que vem.

A maioria governista deverá também ser suficiente para aprovar a MP dos residentes, cujo verdadeiro objetivo é aprovar regras mais frouxas para a contratação de obras.

Os protestos da oposição serão inúteis, bem como não se poderá levar a sério qualquer possibilidade de ordenamento no uso das medidas provisórias, enquanto o Congresso como um todo não se importar de ser tratado como ala da criadagem do Palácio do Planalto.

O uso das MPs como barrigas de aluguel contraria o preceito de que as leis devem ser examinadas à luz de objeto específico. Contraria também ato da Mesa da Câmara, de 2009, assinado pelo então presidente da Casa e hoje vice-presidente da República, Michel Temer, proibindo os deputados de apresentar emendas estranhas ao conteúdo das medidas.

A ideia era coibir o contrabando. Por analogia, a proibição deveria se estender a medidas que saem do Executivo com conteúdos divergentes entre si. Mas não é assim que o Parlamento entende. Restringe os excessos internamente, mas aceita o abuso conveniente ao Planalto.

E depois o presidente do Senado, José Sarney, diz que a imprensa contribui para o enfraquecimento dos partidos e dos políticos. Como se precisassem de ajuda para isso.

Na pressão. O afrouxamento na lei de licitações proposto pelo governo para dar andamento às obras necessárias à realização da Copa de 2014 pode ser até necessário, diante da urgência.

Mas é injustificável levando-se em conta que o Brasil foi escolhido como sede do Mundial em 2007. Tempo suficiente para que o processo tivesse se iniciado pelos meios tradicionais.

E por que não o fez? Difícil acreditar que seja só por inépcia.

A suspeita que o atraso levanta é a de que tenha sido proposital, a fim de forçar o relaxamento do rigor de uma legislação contra a qual o governo do PT - em particular o ex-presidente Lula - já se manifestou várias vezes.

Linha de frente. O Supremo Tribunal Federal aprovou o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo levando o Brasil ao patamar de países que já aperfeiçoaram o conceito de igualdade dos cidadãos perante a lei.

O ideal mesmo teria sido que o avanço tivesse partido do Congresso, a quem cabe republicanamente fazer as leis e onde há muitos anos tramita proposta apresentada pela então deputada e hoje senadora Marta Suplicy.

Mais uma oportunidade perdida pelos parlamentares e mais uma chance que o Judiciário não desperdiçou de preencher o vácuo da leniência do Legislativo.


Escrito por Clóvismoliveira às 09h58 AM
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Escrito por Clóvismoliveira às 09h46 AM
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Escrito por Clóvismoliveira às 09h33 AM
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Quinta-feira , 05 de Maio de 2011


 

Reinaldo Azevedo

Política é fácil; leitor precisa de manual de instrução para entender é a cobertura jornalística

Coitado do leitor! Anda a precisar de uma manual de instrução para entender não exatamente a política, mas o jornalismo.

Se ele lê a Folha, será informado de que o tucano José Serra foi ao Palácio dos Bandeirantes dizer a Geraldo Alckmin que ele, Serra, não é o mentor da debandada tucana rumo ao PSD de Gilberto Kassab.

Mas por que ele seria?

Ora, a suposição é a de que isso é parte de sua luta contra Aécio Neves para ser o candidato do PSDB à Presidência. Se não der no tucanato, então tentaria o PSD…

Mas o leitor também tem acesso às reportagens do Estadão, em especial as de Christiane Samarco. Aí ele fica sabendo outra coisa.
1 - Quem está se aproximado no PSD, na verdade, é Aécio Neves —  é uma reportagem, como se diz em linguagem de mercado, com viés de alta para Aécio —, estimulado por Jorge Bornhausen. Bem, o pobre leitor tinha, até então, que o PSD era parte da suposta tramóia de Serra — embora se dissesse que também era parte da tramóia de Dilma. Acho que foi no Estadão que li que o senador mineiro foi a São Paulo no 1º de Maio para demonstrar apoio a Alckmin, descontente com a migração de tucanos para o PSD.

2 - O próprio Jorge Bornhausen, que auxilia Kassab na criação do novo partido, teria estimulado Aécio a se aproximar do prefeito de São Paulo.

O corolário, então, é mais ou menos o seguinte: Serra é suspeito de estimular a criação do PSD — razão por que teria ido se explicar a Alckmin —, mas Aécio, muito ligeiro, já lhe teria tomado essa vantagem. Um interlocutor de Christiane, cujo nome não é citado, teria presenciado dois encontros de Aécio com Bornhausen e notado o bom humor do mineiro, que passou a seguinte avaliação  à jornalista: “Não por generosidade, mas por inteligência política”. Favor não deixar que o entusiasmo da fonte contamine a isenção jornalística.

Da soma geral — e, por isso, o leitor precisa de um manual de instrução para entender o jornalismo —-, tem-se que Aécio se aliou a Alckmin porque, afinal, Serra seria o mentor do PSD, mas quem, por “inteligência política”, teria se enamorado do PSD seria, mesmo Aécio. Entenderam?

Christiane se arrisca ainda num texto analítico em que ficamos sabendo que a crise do PSDB “expõe a solidão de Serra”. Sim, ele estaria só. Ela vai provando por quê:
1 - Seus aliados, que saíram para criar o PSD, perderam o controle do DEM, hoje comandado por aecistas. Certo! Não se pergunta com qual ativo ficaram os vitoriosos do DEM.
2 - a segunda derrota de Serra teria vindo quando Kassab decidiu criar o novo partido — aquele mesmo que seria obra de Serra; assim, um mesmo fato evidencia sua vitória e sua derrota;
3 - Christiane vai mais longe: segundo aliados, Serra não teria tentado evitar a criação da nova legenda — embora ela, por si, já fosse expressão de sua derrota, compreendem?;
4 - outra derrota de Serra teria se dado na montagem do diretório municipal, razão por que seis vereadores deixaram a sigla. Mas se pergunte: a debandada faz parte dos planos maquiavélicos de Serra, razão por que ele teria de se explicar, ou é mais um evidência de sua solidão?

Em outro texto, Christiane escreve:
“O desafio do tucanato hoje é acomodar Serra na estrutura partidária, sem colocá-lo em posição de comando que reforce um projeto presidencial nem tampouco deixá-lo sem poder a ponto de produzir outra crise (…)”. Isso está num texto informativo, não de análise.

Entende-se, já que as palavras fazem sentido, que, de um lado, está “o tucanato” e, de outro, está Serra — que, então, “tucanato” não é, certo? Como ele está sozinho no partido, então é preciso ver onde colocar o solitário: aqui, ali, acolá, como um criado-mudo. O tucanato quebra a cabeça. O que não fica claro — se Christiane tiver a resposta, publico com prazer ou lerei com prazer nas páginas de informação do Estadão — é por que o partido precisa se preocupar tanto com alguém que, sozinho, hoje só parece atrapalhar. Ora, se não tem aliados no partido, que  o deixem de lado, certo?

Ah, sim: ela também diz que próceres do PSD de Kassab já avisaram que “o tucano não cabe na sigla”. Qual sigla? Aquela que teria levado Serra a se explicar com Alckmin, deixando claro que não é ele o mentor.

O leitor de vários jornais e portais será levado a concluir que Serra inventou um novo partido que não o quer!

Se um dia Serra saísse, ou vier a sair, do PSDB, quero ver como alguns tucanos farão para ser notícia. Será preciso tirar coelho de cartola, plantar bananeira, declamar “batatinha quando nasce”…

Se estiver com preguiça de consultar um manual de instrução, leitor, faça o seguinte: recorte ou imprima tudo isso e guarde. Volte a ler daqui a quatro anos.


Escrito por Clóvismoliveira às 09h59 AM
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A luta continua

Embora até agora silenciosa, a base aliada não se conforma com a solução anunciada pelo governo para os "restos a pagar" e trabalha para revertê-la. Tanto na reunião de líderes quanto na Comissão Mista de Orçamento, os parlamentares discutiram ontem como ganhar tempo. De saída, querem estender por mais dois meses o prazo -recém-fixado em 30 de junho- a partir do qual estariam cancelados todos os convênios cujas obras não tiverem sido iniciadas.
Faz parte da estratégia chamar para dar explicações o secretário do Tesouro, Arno Augustin, e o novo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda.
Vide bula Enquanto isso, emissários do Planalto avisam deputados que o PPA (Plano Plurianual) trará embutida uma orientação sobre as áreas nas quais será mais fácil liberar emendas.

Que tal assim? Enquanto o Código Florestal não ia a plenário ontem, a estratégia do governo na Câmara oscilava conforme evoluía a negociação sobre o texto de Aldo Rebelo (PC do B-SP). O Planalto chegou a acenar com a prorrogação do decreto sobre a reserva legal, que expira em 11 de junho, deixando suspensas punições aos desmatadores.

Não deu A bancada ruralista também ameaçou levar a votação o relatório final de Aldo na comissão especial criada em 2009 para avaliar o código. Desistiu ao concluir que o texto não resistiria à passagem pelo Senado.

De perto A pedido, Dilma Rousseff agora recebe relatório semanal sobre o andamento das obras da Copa.

Binacional O presidente Fernando Lugo procurou Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora do projeto que revê os valores pagos ao Paraguai pela energia de Itaipu, para dizer que seu país quer obter da TV Senado o direito de receber a transmissão ao vivo da votação da matéria, marcada para o próximo dia 18.

Te contei? Gilberto Kassab (PSD) tem alertado cardeais do PMDB para o fato de que o deputado federal Gabriel Chalita (PSB), prestes a ingressar no partido para disputar a eleição paulistana de 2012, "é Alckmin". Anteontem, o prefeito conversou por telefone com o senador Renan Calheiros (AL).

Quase lá 1 Apesar do acordo fechado entre os grupos de Geraldo Alckmin e José Serra para instalar um deputado federal na secretaria-geral do PSDB paulista, o secretário José Aníbal (Energia) defenderá, na convenção deste sábado, a recondução de César Gontijo ao posto

Quase lá 2 Vaz de Lima, ex-líder de Serra na Assembleia, é o favorito para a vaga. Vanderlei Macris, mais próximo de Alckmin, também colocou seu nome para a secretaria-geral, mas prefere a vice-presidência -sobre a qual não há entendimento.

Ninguém tasca A primeira LDO de Alckmin prevê alterações na legislação tributária para "acompanhamento e fiscalização" dos royalties de petróleo e gás.

Massa Os 33 restaurantes da rede popular "Bom Prato" em SP, agora sob comando do secretário Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social), oferecerão, nos horários ociosos, cursos para pizzaiolo, padeiro e confeiteiro.

com FÁBIO ZAMBELI e ANA FLOR

tiroteio

"O remédio amargo está sendo aplicado pelo Planalto a um lado só -o mais fraco. Se ficar como está, a decisão sobre 'restos a pagar' fulminará o espírito republicano."
DO DEPUTADO CLAUDIO CAJADO (DEM-BA), sobre o fato de o governo, prestes a cancelar convênios de 2009, não exigir da CEF rapidez no repasse de recursos.

contraponto

Pior a emenda

Na noite de segunda-feira, depois de fazer palestra sobre reforma política no colégio Santa Cruz, em São Paulo, José Serra ficou conversando com alunos e ex-alunos, além de atender a vários pedidos para tirar fotos. Nesse ambiente descontraído, foi abordado por uma jovem que se apresentou como sobrinha de Alberto Goldman, seu vice quando governador.
-Sobrinha do Goldman? Ah, então você é da ala da família que deu certo?
Diante do embaraço da jovem, Serra se explicou:
-Deu certo esteticamente, quero dizer...

UMA IDEIA NA CABEÇA

Mônica Bergamo


Está em curso no PT de São Paulo uma articulação para tentar transformar o ministro Guido Mantega, da Fazenda, em potencial candidato à prefeitura da capital paulista em 2012. O perfil do economista atenderia ao que a legenda imagina serem as exigências do eleitorado: é uma novidade (como defende o ex-presidente Lula), tem imagem de bom gestor e identidade com a classe média. É muito ligado a Lula e à presidente Dilma Rousseff.

PELAS BORDAS
Petistas que estão lançando a ideia internamente já conversaram com interlocutores de Guido para sondá-lo sobre a possibilidade, já que ele está bem no Ministério da Fazenda. É prestigiado por Dilma Rousseff e está satisfeito no cargo.

PÁGINA VIRADA
Independentemente de eventuais mudanças na equipe econômica por causa das eleições, já é dado como certo entre assessores de Dilma que ela fará uma ampla reforma ministerial em 2012, atingindo outras áreas.

JOIO
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, decidiu sair em defesa do ex-governador José Serra, que tem sido acusado nos bastidores de estar por trás da formação do PSD, o partido do prefeito Gilberto Kassab. "Ele não tem nada a ver com isso. Eu tenho certeza absoluta. O Serra defendeu que as pessoas que saíram do PSDB ficassem no partido. Ele usou toda a sua influência inclusive para que Kassab ficasse no DEM."

NA MIRA
O Ministério Público abriu inquérito civil para apurar uma reforma subterrânea que está sendo feita em banheiros da Faculdade de Direito do Mackenzie. O prédio é tombado. O Mackenzie afirma que a obra ocorre em edifício que não é protegido.


Escrito por Clóvismoliveira às 09h50 AM
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Estadão.com.br

Dubiedade de resultado

Dora Kramer

Aparentemente foi uma incoerência: na véspera da data marcada para a votação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, de dia falou mal da proposta e de noite mandou que o PT votasse a favor da urgência constitucional ao projeto.

Reunido no Palácio do Planalto com a ex-senadora Marina Silva e representantes de entidades ambientalistas, Palocci disse que havia "100% de desacordo" em torno do texto elaborado pelo deputado Aldo Rebelo. Horas depois, contudo, a bancada do PT se inseriu entre os 399 deputados que aprovaram a urgência pedida tanto pelos líderes de partidos da base governista quanto da oposição.

A votação definitiva estava marcada para a noite de ontem, a despeito dos esforços dos ambientalistas para conseguir um adiamento, por discordâncias com o projeto, principalmente no que se refere aos limites estabelecidos para áreas de proteção permanente e o porcentual destinado a reservas de matas nativas em propriedades rurais.

A solidez do apoio de governistas e oposicionistas e o quórum elevado às 23h de terça-feira no plenário da Câmara indicavam disposição da ampla maioria de votar o Código, cujo texto é resultado de dois anos (2009) de debates dentro e fora do Congresso.

Mas, voltando ao enunciado do problema: por que o governo, ao mesmo tempo em que impõem reservas, orienta o PT a aprovar o projeto?

Ao que se percebe, porque considera urgente resolver a questão da atualização desse conjunto de regras datado de 1965 e acrescido depois de normas bastante distantes da realidade da produção agrícola brasileira, mas não pretende pagar o preço de conflitos com os ambientalistas.

Um público predominantemente urbano, composto por aquela classe média informada tão cobiçada pelo governo do ponto de vista eleitoral e que politicamente tem mais peso que a grande massa dos produtores rurais, entes quase invisíveis do ponto de vista da capacidade de comunicação.

O governo prefere, então, transferir ao Congresso esse custo. Não fosse assim, o Ministério do Meio Ambiente teria nesse meio tempo apresentado uma proposta que contemplasse as soluções que considerasse mais adequadas.

Há, de um lado, a urgência de se resolver o problema de um código ultrapassado pela realidade e de leis ambientais inexequíveis que deixam médios e pequenos produtores na ilegalidade.

E há, de outro, a premência de não comprar briga com parcela atuante, ruidosa e politizada do eleitorado.

Opção preferencial. O senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin marcaram presença no ato de 1.º de maio das centrais sindicais, no já anunciado intuito de pescar nas águas hoje dominadas pelo governismo.

Plano de difícil execução enquanto o PT detiver a posse dos instrumentos de cooptação tão caros ao sindicalismo. Agora mesmo acaba de nomear o vice-presidente da CUT como assessor do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Mão aberta. O governo reconhece que a proposta de triplicar o valor (de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões) pago ao Paraguai pela energia de Itaipu é altamente desvantajosa para o Brasil.

Mas argumenta que o gesto generoso é essencial para expressar a "boa vontade" para com o vizinho e, sobretudo, para preservar um acerto entre o então presidente Lula com o paraguaio Fernando Lugo.

Não fosse a destreza do senador Itamar Franco no uso do regimento para conseguir um adiamento, a revisão dos termos do tratado teria sido aprovada nesta semana. Itamar, aliás, tem sido mais eficaz no exercício da oposição no Senado que todos os senadores oposicionistas juntos.

Pé de guerra. É visível a olho nu: o PT não sossega enquanto não derrubar a ministra da Cultura, Ana de Hollanda.


Escrito por Clóvismoliveira às 09h46 AM
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Quarta-feira , 04 de Maio de 2011

 


Escrito por Clóvismoliveira às 08h24 PM
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vale_nada


Escrito por Clóvismoliveira às 11h14 AM
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Verdes de manobra

Embora o governo de Dilma Rousseff esteja longe de compartilhar das opiniões de Marina Silva e das ONGs que a acompanharam ao Planalto sobre o Código Florestal, ninguém contestou a versão de que Antonio Palocci (Casa Civil) estaria "cem por cento em desacordo" com o texto de Aldo Rebelo (PC do B-SP).
O objetivo do silêncio foi sinalizar para o relator o descontentamento do governo com três pontos específicos: a) dubiedade na escolha de palavras (não está escrito, por exemplo, que é obrigatório preservar 30 metros ao lado de "cada margem" de um rio); b) delegação da fiscalização aos municípios; c) insistência em liberar as propriedades de até quatro módulos fiscais da obrigação de manter reserva legal.
Desfile Não foi por acaso que Palocci recebeu, junto com a ex-candidata do PV à Presidência, nada menos do que 14 representantes de entidades ambientalistas.

Calendário Na contramão das aparências, porém, até o início da noite o Planalto não jogava o jogo dos verdes -nem o da bancada do PT- em uma questão central: preferia que a votação, marcada para hoje, não sofresse novo adiamento.

Tempo real Durante as quase duas horas que os ministros explicavam suas posições sobre o código à bancada do PT, assessores mantinham linha direta com o Planalto, que ouvia o relato de Aldo Rebelo. Izabella Teixeira (Meio Ambiente) chegou a sair da sala para atender Palocci ao telefone.

Agronegócio Ao deixar a reunião, Izabella brincou: "Depois do código, vou virar produtora rural. Tudo o que se come neste país eu agora já sei onde se planta".

Mistério Observadores experientes do Congresso estão intrigados com a (até aqui) silenciosa reação da base aliada à solução bastante draconiana definida pelo governo para a questão dos "restos a pagar".

Caminho suave O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), distribui na Câmara cartilha em que enumera vantagens do Regime Diferenciado de Contratação para Copa e Olimpíada e pede celeridade na votação da MP 521, relativa ao tema. O texto diz que a aprovação da medida servirá para aumentar o investimento estrangeiro nas obras desses eventos.

Mal me quer Sem deixar de se declarar muito entusiasmada com os desafios de seu mandato de senadora, Marta Suplicy enumerou, em apresentação ontem à bancada estadual do PT-SP, os elementos que a favoreceriam na disputa interna pela candidatura petista à prefeitura da capital em 2012.

Bem me quer Lembrando das obras que deixou na cidade, a ex-prefeita defendeu que o partido escolha o candidato com base em pesquisas. E citou Dilma como exemplo de que taxas de rejeição podem ser reduzidas no decorrer da campanha.

Sabatina O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), outro pré-candidato a prefeito, encerra na próxima terça-feira o ciclo de reuniões com a bancada.

No automático O PT paulista proporá resolução contrária à realização de prévias como mecanismo de escolha de candidatos a prefeito em cidades administradas pelo partido em que há possibilidade de reeleição.

Povão 1 Geraldo Alckmin (PSDB) vai implantar um núcleo de formação de técnicos para a área social no campus da USP Leste. Denominada Escola de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, a unidade teve sua grade curricular concebida pelo Centro Paula Souza.

Povão 2 No curso, agentes do governo paulista e das prefeituras aprenderão, entre outros ofícios, a elaborar projetos e mapear indicadores de vulnerabilidade. A ideia é incorporar os formandos ao gerenciamento dos programas de transferência de renda do Bandeirantes.
com FÁBIO ZAMBELI e ANA FLOR

tiroteio

"Obama eliminou Bin Laden, mas vejo que ele reencarnou no Brasil na figura de quem vai assumir o PSDB de São Paulo."
DO VEREADOR PAULISTANO GILBERTO NATALINI, recém-desligado do PSDB, sobre artigo em que o deputado estadual Pedro Tobias defende a "purificação" dos tucanos locais e prevê "novas dissidências" no partido.

contraponto

Forest Fashion Week

Ao final da apresentação, anteontem, do texto reformado do novo Código Florestal, um repórter perguntou se Aldo Rebelo estava descontente por ter feito algumas concessões aos ambientalistas durante as negociações para a votação do texto.
-Descontente eu estou é com a cor desta camisa!- brincou o relator, apontando para a peça verde que vestia.


Escrito por Clóvismoliveira às 11h10 AM
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Estadão.com.br

Desafinados

Dora Kramer

Na sexta-feira, 29 de abril, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, divulgou nota para negar a existência de retaliações a adversários na seção paulista do partido e bateu forte no PSD de Gilberto Kassab: “A ética discutível está na formação de partidos que reúnem adesismo, conveniências em torno de projetos pessoais e mudanças de lado”.

No domingo, 1.º de maio, o senador Aécio Neves criticou os críticos de Kassab durante as comemorações do Dia do Tra­­balho patrocinado pelas centrais sindicais e na segunda-feira, 2, era esperado em um jantar em Uberaba (MG) para próceres do PSD, entre os quais Jorge Bornhausen.

No dia seguinte, terça-feira, 3, o ex-senador e ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati apareceu nos jornais sendo ainda mais explícito que Sérgio Guerra. Chamou o PSD de “balcão de negócios”.

Na véspera, ao fim de uma palestra sobre reforma política, em São Paulo, o ex-governador José Serra, anunciou que continuará calado, pois não tem nada a dizer sobre uma crise que considera inexistente no PSDB.

Isso poucos dias, sete é a conta exata, depois de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter feito um apelo público em prol da unidade e do fim da crise no partido.

Crise esta que, na visão do governador Geraldo Alckmin, não passa de um “lusco-fusco” com excelente potencial de fator de “fortalecimento” do PSDB. Logo ele, que enfrenta defecções na sua base e divide o governo com um vice agora hostil, Guilherme Afif Domingos, um dos artífices do “balcão de negócios”.

Uma versão otimista, e falsa, daria a esse mosaico incongruente de posições o nome de democracia interna, convivência pacífica de divergências ou qualquer coisa parecida.

Uma tradução metafórica enxergaria nisso um conjunto sem maestro nem partitura tocando com instrumentos desafinados.

Qualquer pessoa com algum senso de observação, capacidade auditiva razoável e zero compromisso com a manutenção das aparências, percebe que o PSDB está conflagrado e prisioneiro das próprias contradições.

Na impossibilidade de produzir um entendimento produtivo, as lideranças resolveram negar a crise. Nenhuma delas se arrisca a uma análise franca da situação, porque são tantas e tão profundas as escaramuças, que abrir o jogo para tentar arrumar a casa pode significar a deflagração de uma guerra interna por hegemonia, que ninguém ali tem coragem de bancar.

Uma espécie de tentativa de que as circunstâncias e o tempo se encarreguem da omelete sem que em momento algum se quebrem os necessários ovos.

E assim segue o partido refém do autoengano, acreditando na ilusória realidade que construiu para si de que não é necessário correr riscos, ultrapassar obstáculos nem imprimir esforços, pois a sorte lhe será madrinha e sozinha vai se encarregar dos fatos.

Autoritariamente

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem uma visão peculiar do que seja democracia. Convidado a falar sobre a ingerência do governo na demissão de Roger Agnelli da Vale, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro considerou que o então presidente Lula agiu “democraticamente” ao trabalhar pela saída do executivo.

Mantega justificou que Agnelli desagradou à Presidência ao demitir 1.200 funcionários e tocar a política de investimentos que achava a mais correta para a empresa.

“O presidente poderia ter retaliado a Vale, mas preferiu reclamar publicamente. Não vejo situação mais democrática do que essa”, disse.

Além de revelar que o governo considera a retaliação uma possibilidade real, o ministro da Fazenda confirma a interferência por motivo torpe e admite o ato de vingança pessoal contra um presidente de empresa privada que ousou desagradar ao governo. Menos democrático impossível.

E por isso mesmo preocupante, já que pelas declarações do ministro fica posto que as empresas cujas diretrizes operacionais desagradarem ao governo podem ser objetos de ações intervencionistas.


Escrito por Clóvismoliveira às 11h07 AM
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Terça-feira , 03 de Maio de 2011


Escrito por Clóvismoliveira às 09h41 AM
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Estadão.com.br

Aécio se aproxima do novo PSD para consolidar candidatura à Presidência

Christiane Samarco

Hoje principal nome do PSDB para 2014, senador mineiro conta com auxílio do ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen para se aproximar de Kassab; movimento visa neutralizar José Serra, que é o padrinho político do prefeito de São Paulo

Até agora mero espectador do inchaço do PSD e do definhamento do DEM, o senador tucano Aécio Neves (MG), aspirante a candidato do PSDB à Presidência em 2014, colocou o partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no centro de seu radar de alianças. Com isso, o mineiro, que já tem o "espólio" do DEM, busca alargar sua rede de segurança política.

Ontem, um dia depois de criticar ataques de tucanos ao PSD e de defender a tese de que é preciso "conversar e manter vínculos" com os líderes do novo partido, o senador deu um passo concreto para se aproximar da cúpula da legenda. Jantaria em Uberaba com o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, linha de frente do prefeito de Kassab nas articulações para criar o PSD.

"Todos os que têm pretensão política devem manter as portas abertas. Acho inteligente a posição de Aécio de evitar críticas ao PSD", disse o ex-senador Bornhausen ao Estado no final da tarde de ontem, quando se preparava para o jantar na casa do deputado Marcos Montes (DEM-MG), parlamentar aecista. "A gente pode amanhã estar junto. Então, por que fazer crítica mais ácida?", emendou o ex-senador.

Com o incentivo de Bornhausen, Aécio se movimenta para fincar um pé na nova legenda, evitando que seu concorrente no PSDB - o ex-governador José Serra, que também tem um pretensões presidenciais em 2014 - tenha um canal exclusivo de diálogo com os dissidentes do DEM que estão migrando para o PSD, já que Kassab é afilhado político do ex-governador paulista.

O que abriu espaço para a aproximação em meio ao tiroteio de tucanos contra o PSD foi a declaração de Aécio na comemoração do 1.º de Maio em São Paulo. Ele aproveitou a festa organizada pelas centrais sindicais para falar do "apreço" por Kassab, embora observando que o novo partido "nasce sem identidade".

Com Alckmin. Anteontem Aécio conversou com o governador, Geraldo Alckmin, sobre a crise no PSDB paulista, intensificada pela criação do PSD. Os dois se encontraram antes do evento e seguiram juntos para o encontro dos sindicalistas. Apesar de ter minimizado o racha no partido, o governador teria demonstrado desconforto com a ação de tucanos que estariam atuando contra a unidade.

Anfitrião do jantar de ontem em Minas, o deputado Marcos Montes informou que a senadora Kátia Abreu (TO), outra que está trocando o DEM pelo PSD, também era aguarda. Embora a lista de convidados fosse extensa - em torno de 60 pessoas - ele adiantou que Bornhausen e Aécio seriam acomodados à mesma mesa. "Eles são bons amigos. Bornhausen tem grande admiração pelo Aécio", justificou.

Mais do que afirmar que, hoje, Aécio está "naturalmente" melhor posicionado do que Serra no PSDB, com vistas ao projeto presidencial de 2014, Bornhausen diz que não vê "nenhum impedimento de natureza ideológica nem de ordem ética" para uma parceria futura.

O ex-presidente do DEM já saiu da legenda, mas deixará a tarefa de se filiar ao PSD reservada ao filho e deputado federal, Paulo Bornhausen (SC), hoje licenciado da Câmara para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico sustentável do governo de Santa Catarina.

"O futuro é deles. Eu serei um torcedor", afirmou o ex-senador, hoje apontado como braço direito de Kassab. "Participamos de uma etapa importante do País, com a redemocratização, e depois compartilhamos o bem sucedido governo Fernando Henrique, de mudanças. Minha função terminou", despista.

Nos bastidores, porém, sua atuação mostra que ele está bem longe da aposentadoria. No último fim de semana, acompanhou o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, a uma visita ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para tratar do PSD. As conversas sobre fusão entre as duas legendas encerraram, mas o descarte desta hipótese não significa afastamento entre as siglas.

Muito ao contrário, Campos e Colombo acertaram parceria nas eleições municipais de 2012. O grande desafio do PSD é garantir a sobrevivência sem o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que é calculado de acordo com o desempenho da legenda nas eleições anteriores e o tamanho de suas bancadas no Congresso.

Em Santa Catarina, os candidatos a prefeito pelo PSD deverão disputar em aliança com os socialistas de forma a poderem contar com o tempo de televisão do PSB na campanha. / COLABOROU JULIA DUAILIBI

O perdão ao corrupto confesso

Editorial

A decisão do Diretório Nacional do PT de aceitar a refiliação de Delúbio Soares, expulso em 2005 por seu envolvimento no escândalo do mensalão, expõe claramente dois procedimentos que ajudam a explicar a escalada eleitoral do partido: primeiro, o compadrio que exime de qualquer culpa companheiro que tenha praticado ilícitos em benefício da companheirada; segundo, a prática do rolo compressor que passa por cima de tudo o que contrarie os interesses comuns da turma, apelando ao recurso de negar evidências por meio da bem orquestrada e incansável repetição da "verdade" que melhor lhe convém. Assim sempre procedeu o capo Lula da Silva. Comportamento que se repetiu agora: o mensalão, garante o chefão, nunca existiu, foi uma tentativa de golpe "das elites". E um dos mais fiéis escudeiros do ex-presidente, o ministro Gilberto Carvalho, teve o caradurismo de declarar em São Paulo, quando representava Dilma Rousseff no 1.º de maio, que, se Delúbio "voltar a errar, o partido, da mesma forma que o recebeu de volta, vai ter que puni-lo de novo". Ou seja, Delúbio precisa entender que, no PT, não se pune o crime praticado a serviço do partido. O que se pune é o erro de deixar-se flagrar na prática do crime.

A reintegração de Delúbio pelo PT é, no mínimo, imprudente e precipitada, uma vez que o ex-tesoureiro é um dos 39 réus do processo que tramita no STF e deverá ser finalmente julgado, sete anos depois dos fatos que o geraram, em 2012. Mas é uma decisão coerente com a anunciada disposição de Lula de provar que o mensalão, como esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo, jamais existiu. No máximo, foi prática de caixa 2, como se isso não constituísse crime. Mas não é exatamente o que o próprio Lula pensava em 2005, quando se queixou de ter sido "traído" - sem mencionar os nomes dos traidores - e afirmou que o PT deveria "pedir desculpas" ao País. Já os próprios deputados, na conclusão da CPI do Mensalão, recomendaram a cassação dos mandatos de 18 colegas, dos quais apenas 3 acabaram sendo punidos pelo plenário da Câmara: Roberto Jefferson, do PTB, que denunciou o esquema, admitindo que seu partido dele se tinha beneficiado; José Dirceu, do PT, apontado como chefe da quadrilha; e Pedro Correa, do PP. Alguns meses depois, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou sólida denúncia, acolhida pelo STF, contra cerca de 40 indiciados no mensalão, inclusive Delúbio Soares, que permanecem à espera de julgamento.

De todos os dirigentes do PT envolvidos no escândalo do mensalão e seus desdobramentos, apenas Delúbio Soares foi punido pelo partido, com a expulsão. Foi uma espécie de satisfação pública que os petistas se viram obrigados a dar diante das evidências que incriminavam a legenda. E Delúbio, o boi de piranha, comportou-se com fidelidade canina a seus chefes. Admitiu ter manipulado, por iniciativa própria, o que chamou eufemisticamente de "recursos não contabilizados" destinados a financiar campanhas eleitorais do PT, mas negou veementemente o pagamento de propina a parlamentares e também que o esquema era comandado pelo então ministro José Dirceu. Em 2009, depois de quatro anos no ostracismo, Delúbio fez uma tentativa de ser readmitido nos quadros do PT. Mas foi dissuadido por Lula, que temia a repercussão na campanha presidencial de 2010. Agora, o próprio ex-presidente defendeu a reabilitação do companheiro, como recompensa por serviços tão fielmente prestados.

Desde a campanha eleitoral de 2003 Lula tem liderado o PT em tortuoso processo de transformação que passou pela cuidadosa elaboração de um código de valores sob medida para atender a suas conveniências eleitorais. Nas áreas política, social e econômica, teses antes ferozmente combatidas passaram a ser convictamente praticadas e, mais do que isso, anunciadas como suas. Até aqui, tem funcionado. Mas o episódio Delúbio tem uma dimensão emblemática que pode significar um tiro dado por Lula no próprio pé. Afinal, o ex-tesoureiro do PT é corrupto confesso. Diga-me com quem andas...

Desordem unida

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

A movimentação de políticos entre partidos sempre foi intensa e constante, mas nunca provocou tantos abalos como vem ocorrendo desde que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, resolveu sair do DEM.

Em tese não haveria motivo para tanta afobação e repercussão, pois o que se vê não é nada muito diferente do tradicionalíssimo e corriqueiro troca-troca de partidos, prática habitual entre políticos insatisfeitos com as respectivas legendas por quaisquer razões. Muito raramente doutrinárias.

Transposições de posições que se davam de maneira até imperceptível, pois dificilmente ultrapassavam as fronteiras das legendas em jogo, não obstante contribuíssem decisivamente para torná-las irrelevantes.

O que alterou a cena e fez o troca-troca passar de ato trivial para fato essencial foi a decisão tomada em 2007 pela Justiça Eleitoral e corroborada pelo Supremo Tribunal Federal, de que os mandatos pertenciam aos partidos e não aos políticos.

Estava de volta a fidelidade partidária que havia sido derrubada pelo mesmo TSE 23 anos antes, em 1984, quando aceitou que os dissidentes do PDS poderiam abandonar o candidato do partido ao colégio eleitoral de 1985 para formar a Frente Liberal (depois PFL) e votar em Tancredo Neves, candidato vitorioso do PMDB.

A nova composição dos tribunais houve por bem entender que quem mudasse de partido estaria sujeito à perda do respectivo mandato. A menos que houvesse uma justa causa: perseguição política grave, alteração programática importante, fusão ou criação de um novo partido.

A intenção da Justiça obviamente era a de contribuir para o fortalecimento dos fragilizados partidos brasileiros e pôr um fim à liberdade dos trânsfugas que se elegiam por um partido e trocavam de legenda ao sabor de interesses injustificados, discutíveis, quando não francamente escusos.

A decisão foi tomada com o objetivo de ordenar o desordenado, mas não resultou assim. Os partidos e os políticos, no lugar de se adequarem à regra, passaram a se ocupar da invenção de novas formas de burlar a fidelidade partidária por meio de estratagemas como o da criação de legendas com o único objetivo de acomodar a conjugação de interesses contrariados pela decisão judicial.

Fosse outra a mentalidade, simplesmente os insatisfeitos mudariam de partidos abrindo mão daquilo que não lhes era mais de direito (os mandatos), reconhecendo a legitimidade da lei, aderindo à ideia original de fortalecimento sem acrescentar mais artificialismo e desordem ao já suficientemente artificial e desordenado quadro partidário brasileiro.

Depois da queda. A morte do terrorista Osama Bin Laden trouxe pouquíssimas certezas e inúmeras dúvidas ao mundo. De certo mesmo só a importância do fato como desfecho do atentado de 11 de setembro de 2001.

As dúvidas vão desde as mais esquisitas até as mais consistentes. São pertinentes as questões a respeito do efeito concreto da execução de Bin Laden no combate do terrorismo no mundo, da possibilidade e intensidade de retaliações, da capacidade de articulação da Al-Qaeda e redes terroristas similares.

Impossível, contudo, levar a sério a hipótese de a operação de captura ser uma armação do governo americano com vistas a fortalecer o presidente Barack Obama e o "império do Norte". Surpreende que alguém pense que os Estados Unidos iriam colocar sua credibilidade em jogo assim e lembra um pouco as dúvidas sobre a veracidade do desembarque norte-americano na Lua há mais de 40 anos.

Olho por olho. Implicações políticas à parte, o carnaval de rua em comemoração pela morte do chefe terrorista Bin Laden pode até simbolizar um alívio na dor, mas não deixa de ser uma forma incivilizada de manifestação.

Desconfortável de se ver, entre outros motivos, pela desconexão entre o peso das consequências do terror e a alegria meramente vingativa dos festeiros.


Escrito por Clóvismoliveira às 09h30 AM
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Jabutis à vista

O radar do Palácio do Planalto captou sinal de encrenca na votação do Código Florestal, prevista para amanhã. Ela se materializaria na forma de dois destaques que os ruralistas preparam ao relatório de Aldo Rebelo (PC do B-SP). Embora em sintonia com o setor no essencial, o deputado acabou por fazer algumas concessões "verdes" em seu texto. Os destaques serviriam para emplacar ampla anistia aos desmatadores.
Contrária à proposta, a cúpula do governo sabe, porém, que na base não são poucos os que a defendem. Muita saliva terá de ser gasta com os líderes na tentativa de evitar a aprovação da anistia nesses moldes.
Veja bem De Aldo, sobre a inclusão da Bolsa Verde, a ser paga a pequenos produtores que não desmatarem, no plano de erradicação da pobreza extrema: "A ideia do governo é corajosa. O risco é o proprietário da terra colocar o dinheiro no bolso e ir para a periferia".

Projac Enquanto Lula fazia os pronunciamentos em rede de TV tendo ao fundo livros da biblioteca do Palácio da Alvorada, Dilma vai criando o hábito de fazer os seus à frente de uma escultura.

Peneira Embora a cúpula da PF se esforce para refutar a ideia de que os cortes orçamentários já afetam o ritmo das operações, sabe-se que, somente na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, a média mensal caiu de seis para uma.

Fui Paulo Skaf já avisou à cúpula do PSB que está a um passo de se tornar ex-neossocialista: o presidente da Fiesp marcou para a próxima semana sua entrada no PMDB de Michel Temer.

Ecumênico E o vice-presidente, que foi à beatificação de João Paulo 2º acompanhado de Gabriel Chalita, outro nome do PSB prestes a ingressar no PMDB, prestigia hoje em São Paulo a nomeação de dois peemedebistas para o secretariado do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Jihad 1 Prestes a ser aclamado presidente do PSDB paulista, o deputado estadual Pedro Tobias publicou artigo no site da Assembleia em que chama de "purificação" a debandada de vereadores tucanos na capital e antevê "outras dissidências", por ele consideradas "necessárias para o resgate da identidade do partido".

Jihad 2 Tobias, indicado por Geraldo Alckmin para disputar a convenção do próximo sábado, afirma em seu texto que o governador "como todo bom cristão, tem sido tolerante com aqueles que cuspiram no próprio prato". E considera virtuosa a ação da cúpula tucana de "cortar a própria carne em defesa do crescimento qualitativo".

Lost... O programa de bolsas para alunos da rede estadual em escolas privadas de idiomas, criado por José Serra e recém-extinto por Alckmin sob alegação de custo e índice de evasão elevados, constava na plataforma de campanha do tucano ao Bandeirantes.

...in translation No documento que listava os "45 compromissos do Geraldo para fazer SP crescer", o então candidato a governador prometia levá-lo a 600 mil estudantes, o que agora pretende fazer apenas nos centros mantidos pelo Estado.

Reparação O governo paulista libera neste mês o último lote de 158 indenizações a anistiados políticos, cujos pedidos são avaliados desde 2001. Receberão entre R$ 22 mil e R$ 39 mil parentes e vítimas de tortura na ditadura, entre os quais Eduarda Leite, filha de Eduardo Colen, o Bacuri, militante da ALN morto na prisão.
com FABIO ZAMBELI e ANA FLOR

tiroteio

"Se o Código Florestal do Aldo Rebelo valesse nos anos 70, os companheiros dele nem sequer teriam ido ao Araguaia, porque não haveria mais mata onde se esconderem."
DO DEPUTADO FERNANDO MARRONI (PT-RS), sobre o que considera "permissão para desmatar" embutida no texto do deputado do PC do B.

Contraponto

Esta é sua vida

Em reunião com representantes do funcionalismo paulista, o secretário Julio Semeghini (Gestão Pública) foi surpreendido por uma senhora octogenária, professora aposentada, que ao final das reivindicações informou aos presentes ter uma revelação a fazer.
Ela então contou que era amiga de uma certa dona Esmeralda, ninguém menos do que a pessoa responsável pela feitura dos docinhos no primeiro aniversário do secretário, em Fernandópolis. O tucano confirmou:
-Vejam só que mundo pequeno é este! Dona Esmeralda era mesmo vizinha da minha mãe!

Aécio e Alckmin se unem para sucessão no PSDB

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

TUCANOS DECIDEM APOIAR RECONDUÇÃO DE SÉRGIO GUERRA À PRESIDÊNCIA DO PARTIDO

Líderes tentarão acordo para que ex-governador Serra ocupe outro cargo; para ele, problemas na sigla estão restritos a SP

O governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves (MG) apoiarão a recondução do deputado Sérgio Guerra (PE) à presidência nacional do PSDB.
Guerra trava uma batalha surda com aliados do ex-governador José Serra, que manifestara desejo de comandar a legenda. Para aliados, Aécio e Alckmin têm posição fechada sobre a reeleição de Guerra. Líderes do partido buscarão agora uma composição para Serra ocupar outro posto na Executiva Nacional. Estudava-se a saída de dar ao ex-governador a chefia de um conselho político do partido, mas a tese arrefeceu.
Alckmin e Aécio participaram de evento em comemoração ao Dia do Trabalho na capital paulista, anteontem. Há relatos de que os dois tenham, após o ato, jantado no Palácio dos Bandeirantes. Ambos negam a reunião.
Alckmin diz ainda não ter tratado sobre a composição da Executiva Nacional durante a festa do 1º de maio. Em janeiro, aliados do governador e de Aécio fizeram um abaixo-assinado na Câmara pela recondução de Guerra. A movimentação esfriou depois que a articulação foi divulgada.
Os dois líderes do PSDB combinaram unificar o discurso em defesa da oposição e do partido em São Paulo. Já ontem, na posse do novo secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia (DEM-SP), Alckmin defendeu o papel da oposição, num momento em que seu partido enfrenta uma crise e perde quadros para o PSD do prefeito Gilberto Kassab.
"É tão patriótico ser governo como ser oposição. O Brasil não é vocacionado para um partido único", disse. A cerimônia foi usada pelos dois partidos para tentar demonstrar resistência às investidas de Kassab. "Estamos sofrendo ataques dos que querem destruir a oposição. Mas faço um aviso aos navegantes: resistiremos até o limite", disse o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN).

PROBLEMA LOCAL
Serra disse ontem que a crise no partido é um problema localizado em São Paulo.
"Não acho que o PSDB esteja em crise. Tivemos 44 milhões de votos na última eleição. O fundamental é honrar esses votos", afirmou, no final de uma palestra sobre reforma política num tradicional colégio da capital. Ele negou que esteja se omitindo de discutir a cizânia interna. "Só não vou ficar tratando de fofoca", disse.
Colaborou VERA MAGALHÃES,
de São Paulo


Escrito por Clóvismoliveira às 09h26 AM
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Segunda-feira , 02 de Maio de 2011


 

 

 

Ordem das coisas

Ao longo da semana passada, Dilma Rousseff manifestou a auxiliares a preocupação de não transmitir ao público a ideia de que sua gripe, agora transformada em pneumonia, se deve à vacina tomada na segunda-feira. Na verdade, a presidente apresentou os primeiros sintomas tão logo chegou da viagem à China.
Assessores atribuem ao sistema de ar-condicionado do Palácio do Planalto -e em especial do Salão Nobre, que estava uma geladeira durante a longa reunião do "Conselhão", na terça-feira- a piora do quadro de Dilma. Embora ontem seu médico tenha falado em ritmo normal de trabalho, é esperada alguma desaceleração pelo menos no início da semana.
Melhor dizendo No governo federal, ninguém se refere mais ao programa de combate à "miséria". O termo utilizado para designar a situação-alvo das medidas em elaboração no Ministério do Desenvolvimento Social é "pobreza extrema".

Vem aí Dilma e Lula combinaram que, no segundo semestre, o ex-presidente acompanhará sua sucessora em algumas viagens pelo país. Lula, como se sabe, já está com a atenção inteiramente voltada para as eleições municipais de 2012.

Gostei Na contramão do isolacionismo da CUT, José Dirceu elogiou em seu blog o ato conjunto das demais centrais no 1º de Maio.

Sujeito oculto Geraldo Alckmin e Aécio Neves, que conseguiram conversar um tanto durante o ato das centrais, teriam à noite encontro reservado e mais longo. Em pauta, a "unidade" do PSDB.

Meninos da bolha Um tucano razoavelmente equidistante das facções que se digladiam em São Paulo atribui o espetáculo de autofagia à longa permanência do partido no poder estadual. Acredita que alguns de seus correligionários padecem da ilusão de viver num território assegurado, daí dedicarem tanto tempo e energia a dizimar o próprio exército.

Metrópole Visto com reservas pelo PT, o projeto que regulamenta a Região Metropolitana de SP, de interesse de Alckmin, entra em discussão nesta semana na Assembleia. Enquanto isso, o governador inicia rodada de reuniões com os prefeitos do ABC para tratar de obras de transporte e saneamento.

Zaga reforçada 1 Na esteira de desentendimentos entre o presidente da Assembleia paulista, Barros Munhoz, e o líder do governo na Casa, Samuel Moreira, ambos tucanos, Alckmin indicou Vinícius Camarinha (PSB) e Mauro Bragato (PSDB) para a vice-liderança de sua bancada.

Zaga reforçada 2 A escolha tem duplo objetivo: além de auxiliar Moreira nos projetos de interesse do Palácio dos Bandeirantes, os dois entrarão em campo na semana posterior ao anúncio de que os quatro deputados do PDT assinarão o requerimento da CPI dos Pedágios. O PSB de Camarinha é o alvo preferencial do PT para atingir as 32 adesões necessárias à abertura da comissão.

O astro Dos quatro números oferecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral ao nascituro PSD -18, 28, 30 e 51-, a numeróloga Delfina Manente sugere que o partido do prefeito Gilberto Kassab escolha o 30, que, "no âmbito político, representa realização, grandes empreendimentos e estabilidade".

Oremos Petistas de Guarulhos relativizam a influência de d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que liderou boicote a Dilma na campanha de 2010. O bispo, que neste mês completa 75 anos, deve pedir aposentadoria ao Vaticano.
com FABIO ZAMBELI e ANA FLOR

tiroteio

"Marta Suplicy é a nossa Maria Antonieta. Fala o que lhe dá na telha. Espere a guilhotina das urnas paulistanas."
DO TUCANO EDUARDO GRAEFF, secretário-geral da Presidência no governo de Fernando Henrique Cardoso, sobre a ex-prefeita, que defendeu o "timing" da refiliação de Delúbio Soares ao PT sob o argumento de que "o assunto terá pouco espaço nos jornais, por causa do casamento do príncipe William".

contraponto

Farta experiência

Convidado a participar do 1º de Maio conjunto das centrais sindicais, João Paulo Rodrigues, um dos dirigentes nacionais do MST, chegou em cima da hora, depois de passar pelo evento da CUT, na praça da Sé.
Com dificuldades para entrar no espaço já superlotado, enviou um torpedo para o celular de João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força:
-Estou aqui. Deixa eu subir. Veja como autorizar.
Juruna "torpedeou" de volta, brincando:
-Você invade fazendas e não consegue entrar aqui?
Ato contínuo, Rodrigues foi visto no meio da festa.


Escrito por Clóvismoliveira às 10h10 PM
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casa branca operação bin laden obama hillary (Foto: AP/Casa Branca)

casa branca operação bin laden obama hillary (Foto: AP/Casa Branca)

casa branca operação bin laden obama hillary (Foto: AP/Casa Branca)

casa branca operação bin laden obama hillary (Foto: AP/Casa Branca)


Escrito por Clóvismoliveira às 10h00 PM
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Quinta-feira , 28 de Abril de 2011


Escrito por Clóvismoliveira às 04h32 PM
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Escrito por Clóvismoliveira às 04h11 PM
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Para mudar o disco

O anúncio, anteontem, da concessão de aeroportos à iniciativa privada, a ser seguido hoje pelo lançamento do Pronatec, faz parte de um esforço organizado do governo para alterar um pouco o cardápio de suas aparições no noticiário, até agora dominado pelo assunto inflação e, num segundo plano, pelas demandas da base aliada -de cargos a restos a pagar.
O "calendário do bem" incluirá ainda, em maio, a apresentação do Programa de Erradicação da Pobreza Extrema e, provavelmente em junho, da primeira iniciativa pontual de reforma tributária da era Dilma, relativa à cobrança de ICMS entre Estados.

Vai que é tua Foi pouco antes da reunião do "Conselhão" que Dilma orientou Antonio Palocci (Casa Civil) a fazer, durante sua intervenção, o anúncio da concessão para reforma e ampliação dos aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília.

Por fim A pedido da presidente, o nome completo do Pronatec, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico, ganhou na última hora o adendo "e Emprego".

Com atestado José Eduardo Dutra levará à reunião do Diretório Nacional do PT, que começa amanhã, laudo médico para amparar sua decisão de deixar definitivamente a presidência do partido e cuidar da saúde.

Descompasso Sem o menor interesse em adiar a votação do Código Florestal, prevista para a próxima semana, o Planalto vai perdendo a paciência com o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), ainda empenhado em fazer o jogo contrário.

Maçaranduba Agora inimigo público do "bullying", ao qual teria sido submetido pela imprensa, o senador Roberto Requião (PMDB), quando governador do Paraná, vetou projeto do deputado estadual Douglas Fabrício (PPS) para combater agressão física ou psicológica nas escolas do Estado.

Como assim? O anunciado reajuste de até 36% para os professores da rede paulista expôs os tucanos a uma contradição. Para quem acompanha as reivindicações da categoria, o reconhecimento da necessidade de tal reposição seria um atestado de que as administrações do PSDB, ao longo de 16 anos, achataram salários, fato negado por seguidos governadores do partido -Geraldo Alckmin inclusive.

Dominó No Bandeirantes, há quem agora tema a pressão salarial de outras categorias do funcionalismo.

Apetite Recém-escolhido para comandar a área social do governo paulista, Rodrigo Garcia (DEM) anunciará a implantação de mais cinco unidades do "Bom Prato". A rede de restaurantes populares, que oferece almoço a R$ 1, passará a contar com café da manhã no cardápio.

Bônus Na vaga deixada por Garcia na Câmara, assumirá Carlos Roberto, favorito do PSDB para disputar a Prefeitura de Guarulhos.

Game over Uma semana após deixar o PSDB, o presidente da Câmara paulistana, José Police Neto, foi informado de que o governo Alckmin arquivou o projeto de cooperação para formar técnicos legislativos de nível médio, pleito do vereador ao Centro Paula Souza.

Veja bem Walter Feldman, outro recém-saído do PSDB, faz questão de dizer que, por ora, não irá para o PSD nem para outro partido. "Vou refletir com cuidado", diz o ex-secretário municipal de Esportes, que tampouco descarta um dia vir a integrar a sigla de Gilberto Kassab.

com FÁBIO ZAMBELI e ANA FLOR

Tiroteio

"Tudo bem que não ser notícia é pior do que ser alvo de críticas da imprensa, mas, ao atacar jornalistas, o senador faz uma roleta russa com seis balas no pente."
DO DEPUTADO PAULO MALUF (PP-SP), sobre o episódio em que Roberto Requião arrancou o gravador de um jornalista cuja pergunta o aborreceu.

Contraponto

Ideia fixa

Em audiência pública na Câmara, o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, já havia estourado os dez minutos regulamentares, continuando a discorrer sobre as ações de sua área.
Alertado por Giovani Cherini (PDT-RS), que comandava os trabalhos, Tiscoski lamentou:
-Bem, eu ia passar agora a um assunto que interessa aos deputados, as emendas parlamentares...
Cherini reagiu prontamente:
-O senhor tem mais meia hora!


Escrito por Clóvismoliveira às 04h04 PM
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Estadão.com.br

A demolição do PSDB

Editorial

O autor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) dizia que um romance não se escreve com ideias, mas com palavras. No que possa ter de verdade, a frase se aplica também à política, com uma diferença: em sentido estrito, a arte de conquistar e conservar o poder se faz com palavras e atos. A analogia vem a propósito dos solavancos mais recentes - e decerto não derradeiros - que abalam o PSDB, a agremiação que não sabe, entre outras coisas, o que fazer com o robusto patrimônio de 43,7 milhões de votos obtidos por seu candidato na última eleição presidencial.

De um lado, o ex-presidente e tucano emérito Fernando Henrique viaja pelo mundo das ideias em busca de bases conceituais para reconstruir o papel de sua legenda e dos aliados oposicionistas, depois da sua terceira derrota consecutiva para o PT de Lula em um decênio. De outro lado, no rés do chão da política partidária, atulhado do que nela há de mais velho, banal e, ainda assim, dominante - os cálculos de conveniência das ambições e vendetas pessoais -, o também tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, toca a obra de demolição do enfermiço partido no seu berço e reduto mais consolidado.

Costumava-se dizer do seu correligionário José Serra que era uma figura politicamente desagregadora. Se foi, ou é, parece um aprendiz perto do rival que não se conforma até hoje com o apoio do outro ao afinal vitorioso concorrente do DEM, Gilberto Kassab, na eleição para prefeito da capital de 2008. Por conta disso e pelo aparente projeto de governar o Estado pela terceira vez, com um hiato entre 2007 e 2011, Alckmin se empenha em afirmar a hegemonia de seu grupo na seção paulista da legenda, tratando de confinar nas suas bordas os companheiros de diferentes lealdades.

Além disso - e aí já se trata dos prejuízos sofridos pelo interesse público -, deu de desmantelar políticas bem-sucedidas adotadas no interregno José Serra em áreas cruciais para a população, como educação e saúde. Chega a dar a impressão de querer apagar da história recente do Estado o período serrista. Essa política de demolição tem os seus custos, porém. Seis dos 13 membros da bancada do PSDB na Câmara de Vereadores paulistana deixaram o ninho na semana passada. E um tucano de primeira hora, o ex-deputado e secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, acaba de fazer o mesmo.

Aqueles se guardaram de atribuir frontalmente ao governador a sua decisão. Mas este o acusou com todas as letras e argumentos ponderáveis. Argumentos que remetem à ascensão política do ex-prefeito de Pindamonhangaba pelas mãos de Mário Covas, de quem foi vice-governador e sucessor, depois de sua morte, e ao empenho de Alckmin em participar de todos os ciclos eleitorais da década passada: para governador, presidente, prefeito e novamente governador. Nem que para isso tivesse de implodir a aliança entre o PSDB e o DEM na citada eleição municipal de 2008. "Isso demonstra o seu apetite pelo poder", apontou Feldman. "Essa é a verdade."

A ironia é que, diante das baixas causadas pela iniciativa de Kassab de criar uma nova sigla, o PSD, o mesmo Alckmin que resistiu à parceria com o ex-PFL quando a agremiação tinha ainda razoável expressão política, agora, quando faz água, torna a recorrer aos seus quadros para recompor a equipe, depois de demitir o vice-governador e titular da estratégica Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Afif, que resolveu acompanhar Kassab.

As fraturas no PSDB paulista ocorrem na pior hora e no pior lugar. Elas são um entrave para o soerguimento do partido, em sua dimensão nacional. Qualquer que seja o peso das ideias para o que Fernando Henrique chama "refazer caminhos", as palavras e os atos que constituem a essência da política dependem de líderes dotados de coerência e carisma para proferi-las e praticá-los com credibilidade - e a crise paulista revela políticos que não estão à altura da tarefa. Sem líderes não se fortifica um partido, muito menos se chega às urnas com chances efetivas de sair delas vitorioso. Os erros de Alckmin não só o enfraquecem no plano regional, como sufocam as aspirações tucanas na esfera nacional. Assim os brasileiros não terão uma alternativa viável para o projeto de poder do PT.

Um barco a vagar

Dora Kramer

Voz isolada no apelo público à solução da crise interna que assola a seção paulista do PSDB, em meio ao silêncio sepulcral das principais lideranças do partido, Fernando Henrique Cardoso ouviu dias atrás de um experiente político - hoje com atuação restrita aos bastidores - uma pergunta que traduz bem a dimensão das agruras dos tucanos.

O tema principal da conversa era a natimorta ideia de fusão entre PSDB e DEM, e a certa altura enveredou pelo recente e polêmico artigo de FH sobre o papel da oposição. O interlocutor perguntou quem poderia executar a receita proposta por ele.

Enunciou da seguinte forma o problema: "Serra é inteligente, preparado, mas desagregador; Aécio é habilidoso, mas imaturo e desprovido de espírito público como demonstrou na fracassada tentativa de formação de uma chapa presidencial puro-sangue; Alckmin não tem o talento nem a inteligência de nenhum dos dois. Quem, então, seria o condutor da recuperação do projeto desse campo político, o senhor?".

Aludindo aos seus 81 anos de idade e a interesses pessoais mais ligados à reflexão que à estiva da política, o ex-presidente declinou. E aqui termina a narrativa de quem ouviu o episódio do autor da análise sem revelar se Fernando Henrique discordou e apontou um dos três como piloto habilitado à tarefa ou se deixou em aberto essa questão essencial.

Tão mais grave se notarmos que o presidente do partido, Sérgio Guerra, sequer figurava na lista dos políticos citados. Isso diz muito a respeito da ausência de comando reinante num partido que há seis meses obteve 44 milhões de votos na eleição presidencial da qual saiu fazendo exatamente o oposto do que propôs Tancredo Neves logo após ser eleito presidente pelo Congresso em 1985: "Não vamos nos dispersar".

Ao contrário do que os tucanos pretendem dar a entender, a crise em São Paulo não é um fato isolado, mas a parte visível do desequilíbrio geral reinante no PSDB.

Só um partido sem projeto claro permite que brigas de hegemonia prosperem sem que os litigantes se sintam minimamente responsáveis pela sobrevivência do conjunto. Só num partido sem eixo a direção nacional silencia ante a crise nascida em São Paulo com ninguém menos que o governador ao centro.

O PSDB hoje gravita em torno da possível candidatura presidencial de Aécio Neves em 2014, assim como gravitou em torno da esperança de eleger José Serra presidente, durante todo o governo Lula.

Durante os oito anos permaneceu parado adiando a resolução de embates, administrando os problemas de maneira perfunctória, recuando quando era preciso avançar, acreditando que a lei da gravidade lhe seria madrinha.

O PT repetiu equívocos por mais de dez anos, mas nesse meio tempo foi trabalhando adaptações, construindo uma identidade que seria decisiva na conquista da Presidência.

A disputa eleitoral é a meta de todos os partidos. Mas só chegam lá em boas condições os que compreendem que a política é a construção cotidiana de uma obra coletiva que acomode os interesses internos sem perder de vista a necessidade de despertar o interesse do público.

Razão e sensibilidade. O projeto de concessão dos aeroportos à iniciativa privada contraria o discurso estatizante do PT, põe o partido em franca contradição com tudo o que foi dito durante a última campanha eleitoral e vai de encontro ao pensamento da presidente Dilma Rousseff que, como chefe da Casa Civil, representou poderoso entrave à execução da proposta.

E por que o projeto anda agora, depois de oito anos no aguardo de uma decisão?

Porque é chegada a hora de conquistar eleitoralmente a classe média, público alvo da privatização com vistas à melhoria dos serviços no setor aéreo.

Elefante branco. A mudança do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social da alçada das Relações Institucionais para a jurisdição de Assuntos Estratégicos não altera sua condição de irrelevância mor da República.


Escrito por Clóvismoliveira às 03h59 PM
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Quarta-feira , 27 de Abril de 2011


 

 

 

Lé com cré

No entorno de Geraldo Alckmin, firma-se a convicção de que José Serra não seria "apenas espectador" da debandada de tucanos rumo ao PSD de Gilberto Kassab. Não que se atribua ao ex-governador a coordenação de todos os movimentos em curso ou, antes disso, a elaboração de um plano para desidratar seu próprio partido. Alckmin e aliados, porém, acreditam que Serra não somente sabe mais do que aparenta sobre as negociações conduzidas pelo prefeito de São Paulo como, em pelo menos alguns casos, foi consultado e pouco ou nada fez para evitar a dissidência.

Run, Forest! Guilherme Afif passou os últimos dias "fugindo" do palácio. Esperava sobreviver no cargo ao menos até sexta, quando anunciaria com Alckmin investimento de R$ 470 mi de uma indústria japonesa de vidros em Guaratinguetá.

Clipping Ontem, antes de ser chamado ao Bandeirantes, o vice dizia desconhecer a degola iminente: "Fico sabendo pela imprensa". Alckmin, por sua vez, sempre se queixou de ter sido informado pelos jornais da saída de Afif para o PSD.

Idas... Convidados por alckmistas a integrar a Executiva municipal do PSDB, os vereadores tucanos Adolfo Quintas e Claudinho voltaram a ser abordados por emissários de Kassab para deixar a sigla, o que elevaria a oito as baixas na bancada.

...e vindas Mensagem dos novos donos do PSDB paulistano aos secretários tucanos de Kassab: quem se sentir incomodado na prefeitura poderá migrar para o governo estadual. Ocorre que o maior desconforto dos secretários é com os alckmistas.

Limites O presidente do PSDB local, Julio Semeghini, nega a intenção de contestar o acordo que prevê apoio do partido à administração Kassab: "Acredito que nossa bancada será respeitada".

Não é por aí 1 Na longa reunião de anteontem no Planalto, Dilma Rousseff jogou um balde de água fria no entusiasmo da Secretaria da Aviação Civil com o projeto do aeroporto cem por cento privado em Caieiras, na Grande São Paulo.

Não é por aí 2 Lembrando das dúvidas que pairam sobre a topografia do local e a proximidade, segundo alguns excessiva, com Cumbica, a presidente sinalizou que Viracopos deve ser o foco do governo federal como terceiro aeroporto paulista.

Santinho! Com gripe e tudo, Dilma estava tinindo, atalhando falas, cobrando explicações e exortando ministros e demais auxiliares a examinar a situação dos principais aeroportos "in loco", e não "com os olhos da burocracia da Infraero".

Palavra mágica Quando alguém ponderou que haverá resistência corporativa na Infraero a muito do que o governo pretende fazer, a presidente respondeu: "Do outro lado estará toda a classe média brasileira".

Veja bem Do ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), sobre a precariedade das condições de trabalho na Foxconn em Shenzhen, na China: "A empresa já tem mais de 5.000 funcionários no Brasil. Ela sabe quais são as regras de produção e emprego no país".

Cuidados Na visita que fará amanhã ao Rio, há chance de Dilma se encontrar com José Eduardo Dutra, que se licenciou da presidência do PT para tratar da saúde. Anteontem, Lula procurou tranquilizá-lo. Disse que viajará pelo país "a serviço" do partido.
com FÁBIO ZAMBELI e ANA FLOR

Tiroteio

"Feldman está colhendo o que plantou em 2008, quando traiu o partido e Alckmin. Sua raiva ao sair do PSDB é choro de viúva. Um derrotado nas urnas atacando um vencedor."
DE ORLANDO MORANDO, LÍDER TUCANO NA ASSEMBLEIA, sobre o secretário municipal Walter Feldman, que responsabiliza o governador pela crise da sigla.

Contraponto

Ladeira acima

Na tentativa de chamar a atenção de Dilma Rousseff com protestos em Brasília, integrantes de associação de ex-funcionários da Aeronáutica empurravam ontem o ônibus que os levara até o Planalto. Alguns reconheceram Alexandre Padilha (Saúde), que passava pelo local, e pediram sua interferência para serem recebidos pela presidente. O ministro se justificou:
-Mas não estou mais nas Relações Institucionais...
Um dos manifestantes logo sugeriu:
-Então pelo menos nos ajude a empurrar o ônibus!


Escrito por Clóvismoliveira às 08h26 PM
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Folha_04.png

"Não temos tempo para bobagem", diz Obama sobre polêmica de certidão

Divulgação
Certidão de nascimento de Obama é divulgada pela Casa Branca para acabar com boatos de que ele não é americano
Certidão de nascimento de Obama é divulgada pela Casa Branca para acabar com boatos de que ele não é americano

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um incomum pronunciamento à imprensa nesta quarta-feira e afirmou que não há tempo a perder com a polêmica sobre sua certidão de nascimento e os boatos de que teria nascido no Quênia e não no Havaí.

"Eu sei que este assunto não será esquecido", admitiu Obama. "Mas não temos tempo para esta bobagem. Temos coisas mais importantes para fazer. [Eu] tenho coisas mais importantes para fazer".

Pouco antes, a Casa Branca divulgou a versão integral da certidão de nascimento do presidente. A medida foi uma estratégia para acabar com os boatos de que o democrata não é americano e, portanto, não poderia ser eleito para cargos políticos nos Estados Unidos.


Escrito por Clóvismoliveira às 08h19 PM
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Terça-feira , 26 de Abril de 2011


Escrito por Clóvismoliveira às 02h49 PM
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Estadão.com.br

Visões distintas

Dora Kramer 
A condução do debate sobre a reforma política vem sendo feita concomitantemente na Câmara e do Senado, embora deputados e senadores adotem métodos distintos de trabalho.

Estes optaram pela rapidez de uma proposta elaborada em 45 dias por uma comissão e aqueles preferiram a solidez de um projeto construído mediante a realização de seminários País afora e audiências públicas com figuras de destaque na política.

Em princípio, o caminho mais longo escolhido pela Câmara parece ser o mais acertado e com maior chance de êxito no que tange ao essencial: a inclusão dos interesses do público e a ampliação da discussão para além das conveniências dos partidos.

É cedo, contudo, para se afirmar que o roteiro dos deputados levará necessariamente ao resultado acima presumido, porque nem sempre o esboço de boas intenções se converte ao final nas melhores ações.

O Senado até agora se comportou nesse assunto como um clube de excelências interessadas em lustrar a própria imagem. Os senadores escolheram um elenco de propostas que eles mesmos avaliam que não têm chance de prosperar por causa da ausência do consenso mínimo necessário em torno de qualquer uma delas para se aprovar alterações na Constituição.

Na Câmara, por enquanto, os deputados fizeram algumas discussões internas, audiências públicas com entidades civis e, a partir desta semana, promovem seminários em todas as regiões do País a fim de recolher sugestões.

Uma boa ideia. Assim como o convite para que dois ex-presidentes da República, Fernando Henrique e Lula, os dois únicos sem mandato parlamentar, sejam ouvidos a respeito. As respectivas assessorias já informaram que ambos se prontificaram a comparecer e dizer o que pensam sobre as mudanças necessárias.

Há quem enxergue na lentidão da Câmara o risco de as novas regras não serem aprovadas a tempo de entrarem em vigor para as eleições de 2012.

Não parece ser o tempo a questão crucial, pois em face das inúmeras protelações o importante nessa altura é que a reforma seja finalmente feita.

O perigo mesmo é o de que a Câmara não tenha escolhido o caminho mais longo para chegar a um melhor resultado, mas para postergar ao infinito a solução do problema.

Tempo perdido. A aflição assola espíritos preocupados (todos dotados de bom senso e capacidade de fazer contas) com a infraestrutura necessária para a Copa do Mundo em 2014.

O atraso é visível a olho nu e escriturado em relatórios técnicos. Considerando que o Brasil foi escolhido como sede do campeonato em outubro 2007, há três anos e meio, há um atestado de inépcia a ser lavrado em nome do governo brasileiro, cujas prioridades eleitorais condicionam toda ação à obtenção de dividendos políticos de curto prazo.

Nesse período, o Planalto se ocupou da campanha presidencial de 2010 em detrimento de tudo o mais, tratando da Copa em 2014 e da Olimpíada de 2016 como fatos eleitoralmente rentáveis e nada mais.

As obras em si foram relegadas ao segundo plano, como se as celebrações tivessem por si o condão de fazerem acontecer condições objetivas necessárias à realização das duas maiores competições esportivas do mundo.

Lula faturou, mas o prejuízo - eventual vexame - será do País. Isso sem contar o custo propriamente dito que, devido à pressa, desnecessária caso o trabalho tivesse começado de imediato, será muito mais elevado: no tocante aos recursos despendidos e ao afrouxamento dos mecanismos de controle dos gastos públicos.

Incivil. Guardadas as proporções que distinguem o indispensável respeito à lei da necessária reverência aos bons costumes, Aécio Neves está para a recusa do teste do bafômetro como Lula esteve para o papel do bombom que certa feita desembrulhou e jogou no chão durante solenidade oficial.

Dois exemplos de desconsideração ao quesito "o exemplo vem de cima".

 Não existíamos e não sabíamos

Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

Na revista piauí deste mês, há um artigo seminal de Pérsio Arida, sobre sua participação juvenil na guerrilha urbana. Lá está a análise rara de um prisioneiro torturado sobre a onda revolucionária que pegou nossa geração; lá estão os humanos tremores, a dúvida, o medo, todo o irresistível delírio ideológico e psicológico que insuflou uma geração para sofrimentos e mortes depois de 68. A luta armada foi a consequência da fé que tínhamos antes de 64, influenciados pela guerra fria, Cuba liberada, Vietnã.

A importância que restou de tudo, como Pérsio aponta, foi justamente a "via-crúcis" que tivemos de viver e que, por vias tortas, acabou nos levando à democracia em 85. Historicamente, foi bom.

O golpe militar de 64 aconteceu porque nós não existíamos. Éramos uma ilusão. A esquerda era uma ilusão no Brasil. (Já imagino as "cerdas bravas do javali" se eriçando em alguns cangotes). Mas, existia o quê? Existia uma revolução verbal. A ideologia "revolucionária" era um ensopadinho feito de JK, Marx, Getúlio e sonho. Existia uma ideologia que nos dava a sensação de que o "povo do Brasil marchava conosco", um "wishful thinking" de que éramos o "sal da terra". Havia a crendice de que nossos inimigos estavam todos "fora" de nós, fora do País e das estruturas políticas arcaicas que nos corroem há 400 anos. Existia um "bacalhau português" em nosso discurso, um forte ranço ibérico em nosso aparente "rationale" franco-alemão: o amor ao abstrato, a literatura salvacionista, a busca de um "Uno" totalizante. A população nem sabia que existíamos. Não havia base material, econômica ou armada, "condições objetivas" para qualquer revolução. Por trás de nossas utopias, o Brasil escravista e patriarcal dormia a sono solto, intocado. Éramos uma esquerda imaginária, delegando ao Estado a tarefa de fazer uma revolução contra o Estado. Até nas revoluções precisamos do Governo.

Por baixo dos sonhos juvenis, havia apenas o sindicalismo de pelegos e dependentes do presidente, que deu a grande festa de 13 de março (o comício da Central, com tochas da Petrobrás e clima soviético). Eu estava lá, olhando para Thereza Goulart, linda de vestido azul e coque anos 60 e vendo, depois, com calafrio na espinha, as velas acesas em protesto contra nós em todas as janelas da classe média "reacionária", do Flamengo até Ipanema. Essa era a verdadeira "sociedade civil" que acordava. Hoje, acho que o único cara que sacava a zorra toda era o próprio Jango, mais brasileiro, mais sábio, entre os gritos de Darcy Ribeiro falando do "Brasil, nossa Roma tropical!". Havia uma espécie de "substituição de importações dentro da alma": a crença de que éramos "especiais" e de que podíamos prescindir do mundo real, fazendo uma mutação por vontade mágica. Só analisávamos a realidade "objetiva", quando tínhamos de estar incluídos nela, subjetivamente. Em seu artigo, Pérsio se inclui.

Mas existia o que, então?

Existiam os outros. Os "outros" surgiram do nada. O óbvio de nossa cultura pipocou do "nada" em 64. Fantasmas seculares reviveram. Apareceu uma classe média apavorada e burra, que sempre esteve ali. Surgiu um Exército autoritário e submisso às exigências externas. Ficamos conhecendo a ignorância do povo (que idealizávamos), descobrimos que a resistência reacionária de minhas tias era igual à dos usineiros e banqueiros. Descobrimos a violência repressiva de uma falsa "cordialidade". Descobrimos o óbvio do mundo.

Eu estava dentro da UNE pegando fogo no 1.º de abril e quase morri queimado; mas, senti nesse dia que a vida real começava. A sensação não foi de derrota; foi a de acordar de um sonho para um pesadelo. Um pesadelo feito de milicos grossos, burrice popular e pragmatismo de gringos do "mercado". (Foi inesquecível o surgimento de Castelo Branco, feio como um ET de boné verde, na capa do O Cruzeiro).

Em 64, começara o calvário que nos levou a uma possível maturidade. Despertamos para a bruta mão do "money market", que precisava nos emprestar dinheiro, para que o Estado pós-getulista-verde-oliva avalizasse a instalação das multinacionais aqui. Ou vocês acham que iam nos emprestar US$ 100 bilhões para o Jango fazer a reforma agrária com o Francisco Julião? Aprisionaram-nos para contrairmos a dívida como, 20 anos depois, nos libertaram para pagá-la. Depois de 64 e 68, vimos que a esquerda tinha "princípios" e "fins", mas não tinha "meios".

Nossos paranoicos achavam (e muitos continuam achando) que somos vítimas de uma trama de Washington.

Claro que a CIA armou coisas com direitistas daqui, mas foram apenas os parteiros do desejo material da Produção.

O tempo da ditadura foi um show de materialismo histórico. Mas ibérico não gosta de ver essas coisas. E, logo, tapamos os olhos e nos consideramos as "vítimas", lutando pela "liberdade" formal. E não víamos que a barra-pesada estava entranhada em nossas instituições políticas, assim como não havia ideal democrático nenhum em nossos guerrilheiros. Nessa época, poderíamos ter descoberto que um país sem sociedade organizada morre na praia. E deveríamos ter descoberto que não adianta nada analisar os "erros" de nossa esquerda "revolucionária" como se fossem erros episódicos, veniais. A esquerda no Brasil tem de ser repensada "ab ovo", pois é impossível trancar a complexidade de nossa formação nacional num "pensamento único". Por isso, é desesperante ver gente ainda querendo restaurar ilusões perdidas.

O tempo não para e as forças produtivas do mundo continuarão agindo sobre nossa resistência colonial.

A mutação modernizadora, digital, do mundo nos obriga à democracia. Quando entenderemos que a verdadeira revolução brasileira tem de ser endógena, democrática e que só um choque de capitalismo e de empreendedores livres pode arrasar o "bunker" corrupto, a casamata secular do Estado patrimonialista? Pérsio não morreu e, 20 anos depois, ajudou a acabar com a inflação. Valeu...


Escrito por Clóvismoliveira às 02h33 PM
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Solução estratégica

A reunião de hoje do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a primeira a se realizar desde o início do governo de Dilma Rousseff, deverá marcar a passagem desse órgão, criado na gestão Lula, da esfera da Secretaria de Relações Institucionais, ocupada pelo petista Luiz Sérgio, para a de Assuntos Estratégicos, onde está o peemedebista Moreira Franco.
Depois de muito ponderar, e diante da insistência de Michel Temer, o Planalto resolveu deixar o "Conselhão" com Moreira por não ver como atender a outra demanda do PMDB para vitaminar a SAE, que seria a de colocar sob seu guarda-chuva o planejamento das ações de saneamento. O filho do ministro é diretor de uma empresa privada com negócios na área.

Eu não Moreira Franco nega ter ameaçado deixar o governo caso não fosse ampliado o escopo de atribuições da SAE. "Não é do meu estilo colocar faca no pescoço de ninguém, muito menos da presidente da República", diz o ex-governador do Rio.

Santidade A pedido de Dilma, Temer representará o governo na cerimônia de beatificação de João Paulo 2º, domingo no Vaticano.

Atchim! A presidente, que ontem tomou vacina, voltou gripada da Páscoa.

Fator 60 Numa roda de conversa no Planalto, comentava-se o crescimento, aparentemente ilimitado, do arco de apoiadores do governo no Congresso. Parodiando slogan de uma propaganda de cosméticos, a ministra Ideli Salvatti (Pesca) advertiu: "Com uma base assim, é preciso passar protetor...".

Termômetro O governo usará a audiência da ministra Miriam Belchior (Planejamento) na Comissão de Orçamento, hoje, para aferir o grau de beligerância da base no assunto restos a pagar e decidir o quanto ceder.

Belas Artes Dilma participa quinta no Rio de evento no qual a família de Candido Portinari cederá o direito de uso da imagem de obras do artista no programa de erradicação da pobreza extrema.

Menos... Os vereadores paulistanos que ficaram no PSDB tentam convencer a nova direção municipal do partido a suspender o discurso beligerante para evitar que outros secretários municipais sigam o colega Walter Feldman rumo ao PSD. Quatro tucanos do primeiro escalão de Gilberto Kassab estão na mira do novo partido.

...menos Em reunião da qual participaram três secretários de Geraldo Alckmin, foi ressaltada a importância do armistício na tentativa de reverter duas baixas anunciadas na bancada: Dalton Silvano e Juscelino Gadelha.

Que tal? O novo presidente, Julio Semeghini, pretende selar hoje o acordo para acomodar três vereadores na Executiva: Adolfo Quintas, secretário-geral, Gilson Barreto, tesoureiro-adjunto, e Claudinho Souza, vogal.

Meteorologia Marco Maia (PT-RS) chamou dirigentes sindicais para um café em sua casa, amanhã. O presidente da Câmara quer saber se há clima para incluir a PEC da redução de jornada e o fator previdenciário na pauta do segundo semestre.

Dois é demais A ida do deputado federal Eduardo Sciarra do DEM para o PSD virou obstáculo ao ingresso do tucano Gustavo Fruet na sigla. Ambos aspiram a Prefeitura de Curitiba em 2012.

Ainda é cedo Lula resolveu declinar dos convites para as festas do 1º de Maio.

Por que não? A equipe precursora de Dilma esteve no local do evento unificado das centrais, em SP. Aécio Neves confirmou presença.


com FÁBIO ZAMBELI e ANA FLOR

Tiroteio

"Se o PSDB e Alckmin não conseguem evitar nem uma revoada de tucanos da bancada de vereadores, como vão convencer o eleitor de que podem governar o país?"
DO DEPUTADO FEDERAL DEVANIR RIBEIRO (PT-SP), sobre as baixas no PSDB.

Contraponto

Mãos de tesoura

Em resposta ao cabeleireiro Carlinhos Beauty, que havia se oferecido para repaginar seu visual, o cabeludo -e bigodudo- ministro Luiz Sérgio agradeceu, mas explicou que há dez anos frequenta o mesmo salão no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Beauty enviou novo e-mail, pondo-se à disposição caso o ministro mudasse de ideia e ponderando que, com outro corte, ele deixaria de ser alvo dos chargistas. Ciente do quanto o petista gosta desses desenhos, a ponto de mandar enquadrá-los, um assessor notou:
-Ih, acho melhor usar outro argumento...

A obsessão dos 20 anos

Eliane Cantanhêde

BRASÍLIA - Ao desafiar e vencer os principais líderes e partidos nas primeiras eleições diretas pós-ditadura, em 1989, Fernando Collor sonhou quixotescamente, montado no efêmero PRN e empurrado por PC Farias, ficar 20 anos no poder.
Collor caiu do cavalo, o PRN virou pó, e PC Farias acabou fuzilado em circunstâncias de folhetim.
Ao capitalizar o Plano Real, se eleger em 1994 e se reeleger em 1998, Fernando Henrique considerou friamente as chances de manter a ampla aliança em torno do PSDB e a articulação de Sérgio Motta para 20 anos tucanos no poder.
FHC não se esforçou nem seria capaz de fazer o sucessor. Sérgio Motta explodiu o coração em sua ânsia de abarcar o mundo, e o PSDB navega como o Titanic.
Agora, ainda inebriado pela popularidade recorde e sentindo-se seguro com Dilma na cadeira de presidente, Luiz Inácio Lula da Silva repete -não por acaso na TV do Trabalhador, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC- a velha ideia de José Dirceu de garantir 20 anos de poder ao PT. Segundo Lula, "tempo necessário para mudar definitivamente a cara do Brasil".
Cada qual teve o seu Sancho Pança para operar a vaidade, a ambição desmedida e o falso senso de realidade. A diferença é que Lula transpôs da vida para a política seu raro instinto de sobrevivência. Quando sua reeleição e a imagem do PT tremelicaram em 2006, jogou os excessos ao mar sem sequer estender uma boia para Dirceu.
Destacou Dilma, renovou crenças, discursos, amizades e alianças e sobretudo não poupou esforços, marketing, recursos e instrumentos públicos até o ponto de pregar os 20 anos de poder justo agora, com a oposição se desmilinguindo.
Lula poderia falar em 25, 30 ou, quem sabe, nos 42 de Gaddafi na Líbia. Preferiu os cabalísticos 20, mas nem precisava tanto. Em muito menos, não só a cara do Brasil mudou, mas também a do PT e a da própria família Silva.


Escrito por Clóvismoliveira às 02h26 PM
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Escrito por Clóvismoliveira às 02h15 PM
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Segunda-feira , 25 de Abril de 2011


 

 

 

Segundo round

Ainda sob efeito da implosão da bancada na capital, o PSDB-SP mergulha em novo embate. A duas semanas da convenção, aliados de Geraldo Alckmin e José Serra disputam postos estratégicos no comando estadual do partido. O governador instalará na presidência o deputado Pedro Tobias, de sua confiança.
A briga é pela secretaria-geral, braço operacional da legenda. O deputado federal Vaz de Lima, ex-líder de Serra na Assembleia, postula a vaga. O estadual Mauro Bragato, ex-secretário de Alckmin, também colocou seu nome. César Gontijo, hoje no cargo, pleiteia a recondução. O impasse alimenta a tensão interna simultaneamente à escolha dos 70 delegados paulistas para a convenção nacional, prevista para 28 de maio.

Tira... Depois de derrubar a instalação das CPIs patrocinadas pela base de Alckmin na Assembleia, Antonio Mentor (PT) agora contestará na Justiça a retirada de três assinaturas do requerimento de abertura de comissão para investigar os pedágios.

...e põe Milton Leite (DEM), Gilmaci Santos (PRB) e Sebastião Santos (PRB) chegaram a subscrever o texto, mas recuaram a pedido do Bandeirantes. Para o petista, a manobra ocorreu depois que o documento foi protocolado, lido e anunciado em plenário, o que regimentalmente o sustentaria.

Independência O presidente da Câmara paulistana, José Police Neto, que acaba de deixar o PSDB, trabalha na montagem de rede parlamentar paralela à "Autoridade Metropolitana", recém-criada por Alckmin. Ele já se reuniu com vereadores de 33 cidades da Grande SP para construir uma agenda temática independente à do governo tucano.

Transbordou Enchente que parou Recife na semana passada foi o novo capítulo da briga entre o prefeito João da Costa (PT) e seu antecessor e ex-padrinho, João Paulo. Costa viajara para Madri e João Paulo foi antes que a oposição às emissoras de rádio para criticá-lo por abandonar a cidade no caos.

Fronteira 1 Não bastasse a CPI proposta por Marcelo Crivella (PRB-RJ) para investigar crimes transfronteiriços, o governo de Dilma Rousseff será cobrado por aliados no Senado a redobrar atenção no patrulhamento das fronteiras. O recado sairá da Subcomissão de Políticas Sociais sobre álcool e drogas.

Fronteira 2 Governistas usam retórica semelhante à dos tucanos na campanha. "É mais fácil não deixar a droga entrar do que ir atrás dos que estão traficando no país", sustenta o peemedebista Waldemir Moka (MS).

Nada a declarar Relatório final do presidente da subcomissão, Wellington Dias (PT-PI), pedirá o aumento dos impostos e a restrição da publicidade para bebidas alcoólicas. O petista foi ouvir Lula, de quem gostaria de apoio para a iniciativa. "Sou conservador neste tema, melhor não opinar", respondeu o ex-presidente.

Consultoria A direção do PT quer ouvir Dilma esta semana sobre a reforma política. A ideia é "blindar" o governo, dada a total falta de consenso na base aliada.

Aviso prévio Moreira Franco ameaçou, em conversa com o vice Michel Temer, deixar a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos). O prometido "PAC" da pasta, com a incorporação do Conselhão e da política de saneamento, não saiu do papel. E ele acha que não sairá.

Passa boiada O ex-deputado André de Paula não será a única baixa do DEM de Pernambuco para o PSD. Os prefeitos "demos" no Estado farão o mesmo caminho.

com FABIO ZAMBELI e ANA FLOR

Tiroteio

"Os ruralistas dizem que é preciso um novo Código para proteger os pequenos agricultores, mas na verdade eles querem mesmo é avançar sobre a Amazônia."

DO SENADOR JOÃO PEDRO (PT-AM), sobre as mudanças na proporção da Reserva Legal discutidas no projeto do novo Código Florestal.

Contraponto

Falaram comigo?

O padre Haroldo Rahm, fundador da Instituição Padre Haroldo, participava de Audiência Pública na Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos no Senado. Durante a reunião, ouviu críticas direcionadas às comunidades terapêuticas, acusadas pelo representante da Associação Brasileira de Psiquiatria de agir "sem embasamento científico". Chamado a falar, o religioso retrucou:
-Ainda bem que sou um pouco surdo. Assim acabei poupado de escutar as bobagens que falaram...


Escrito por Clóvismoliveira às 09h17 PM
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Quarta-feira , 20 de Abril de 2011

PERDEU, PLAYBOY!

Ué! Se a carteira do senador Aécio Neves foi impressa em 31 de maio de 2010, como ela já poderia estar vencida?

Siga atentamente as instruções a seguir:

1 - Entre na seção “Consulta à situação de emissão e entrega da Carteira
Nacional de Habilitação” do site do Detran de MG
.

2 - Consulte o CPF 66728983791 (disponível no Google), a data de nascimento 10/03/1960, marque a opção “Nova/Intermediária” e pesquise

Update: alguns leitores escreveram afirmando que a data de impressão pode ser referente ao pedido de uma segunda via, o que não alteraria a data de vencimento do documento original. Se for o caso, explica a versão do senador Aécio Neves.

Descoberta do Henrique Brasil.


Escrito por Clóvismoliveira às 02h53 PM
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Terça-feira , 19 de Abril de 2011




Estadão.com.br

Como era gostoso nosso comunismo

Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

O artigo que FHC escreveu sobre um possível programa novo para o falecido PSDB caiu na boca maldita do dia a dia, no cafezinho ideológico dos sabotadores e oportunistas. Todos sabem o que ele quis dizer, mas fingem que não, para manter o mito sem vergonha da "herança maldita" que eles conseguiram emplacar, graças à ignorância política do povão, sim. O povão não tem educação política para entender a complexidade de um projeto social democrata, que é o único que pode enxugar os absurdos que incham um Estado falido, mas que os demagogos ainda conseguem enfeitar de "patrimônio nacional". Sempre distorcem o que FHC fala, num permanente desejo de fazê-lo "direitista", neoliberal e outros ridículos xingamentos.

Ele quis dizer que o PSDB não deve continuar surripiando o discurso populista e demagógico do PT, na base de "fome" de um lado e "indigestão" do outro. Disse que o PSDB tem a tarefa de explicar o complexo programa social democrata, para a nova classe média que se forma aqui. Na mesma hora o Lulão, atual showman e palestrante, acusou-o de desprezar o "povão". Um dia, essa mentirada ainda vai ser corrigida pelos historiadores sérios do futuro. Se é que haverá futuro... Mas, eu entendo a cabeça dos comunistas. Não dos picaretas de hoje, mas dos bons e generosos comunas de 30, 40 anos atrás: românticos e corajosos. E iam à luta - não estavam atrás de boquinhas e mensalões.

Ai, que saudades do comunismo... O povão era nossa boa consciência, o povão era nosso salvo-conduto para a alma pacificada, sem culpas - o povão era nossa salvação. O ritmo das coisas tinha a linearidade de um filme acadêmico. Nós, jovens de esquerda, falávamos muito em "luta de classes", mas não conhecíamos ainda a violência da "reação". Acreditávamos em um Papai Noel histórico.

Mas, mesmo assim, como num Amarcord vermelho, eu me lembro com saudade dos anos 60, durante a Guerra Fria... Ah, como era bom se sentir acima dos outros, por superioridade ética. Nós éramos mais "puros", mais poéticos, mais heroicos que os meus colegas da PUC, todos já de gravatinhas adultas.

Eu, não. Eu era comunista. Andava mal vestido, com minha testa alta, barba revolucionária, citando Lenin em francês: "La Liberté, pour quoi faire?" (Liberdade, pra quê?"). Ah... como era bom se sentir superior a um mundo povoado de "burgueses, caretas e babacas", como eu classificava a humanidade. E todo esse charme vinha sem esforço, sem estudar nada; bastava ler um ou outro livrinho da Academia da URSS, decorar meia dúzia de slogans e pronto, eu podia andar com minha camisa de marinheiro aberta ao vento e vagar por Copacabana, olhando em volta a população de "alienados", trabalhando em suas vidas "medíocres".

Ah... que saudades dos amores de esquerda, quando eu cantava as meninas ainda sem a maquiagem burguesa, a quem eu lançava a cantada infalível: "Não seja "pequeno-burguesa" e entra aí no "aparelho", meu bem... Nosso amor também é uma forma de luta contra o imperialismo".

Como nós amávamos os operários, que na época eram o "futuro da humanidade". Nas oficinas do jornal comuna que fazíamos, crivavam-nos de perguntas e agrados, sendo que os ditos operários ficavam desconfiados e pensavam que nós éramos veados e não fervorosos marxistas.

Como me alegrei quando Mao Tsé-tung proibiu Beethoven na "revolução cultural", pensando: "Claro, temos de raspar tudo que a burguesia inventou e começar de novo" - um mundo novo feito de agricultura e homens fardados de cinza, rindo, felizes, unidos pelo futuro do "povão". Tiveram de matar uns 10 milhões de "alienados", mas era para o Bem...

Como era bom ignorar as neuroses pequeno-burguesas de minha mente, pois eu não me sabia melancólico e narcisista; eu era apenas um comunista "saudável" como um cartaz de balé chinês. Amava as reuniões secretas - muito cigarro e a sensação de viver uma missão profunda. As discussões sem fim: "questão de ordem, companheiro!", "o companheiro está numa posição revisionista" ou "a companheira está sendo sectária em não querer dar para mim".

E a beleza de não ter um tostão e pedir dinheiro à mãe ou roubar do paletó do pai (milico "reaça") para comprar Marlboro de contrabando (meu secreto pecado)? Era belo não ter um puto e se orgulhar disso, na convivência dos botequins, olhando os operários bêbedos de pobreza e pensar: "Um dia eles serão "homens totais", "sujeitos da história", enquanto os mendigos vomitavam no meio-fio - gente que eu chamava com desprezo de "lumpens"".

Que saudades. Tudo era possível - bastava convencer o proletariado de que os burgueses malvados, aliados ao latifúndio improdutivo e dominados pelo imperialismo americano eram a causa de seus males. Pronto; aí, os proletários conscientizados tomariam o poder, e tudo seria perfeito e bom. Por isso, eu tenho hoje tanta saudade da generosa burrice que nos assolava.

E depois, quando a barra pesou de 68 em diante, com a dura frieza da era Médici, lembro-me do sentimento de ser uma "vítima" real da ditadura, fugindo da morte, ajudando os reais suicidas que faziam a guerra urbana, achando que iam derrotar o Exército com meia dúzia de revólveres e assaltos a banco. Muitos morreram. E, mesmo na tragédia daqueles dias, senti a delícia dolorida de ser uma vítima "santificada" da violência da direita, e isso me enobrecia, sempre acima dos "babacas, burgueses e caretas".

Um dia, um companheiro (que morreu há pouco...) me disse: "Não tema a morte. Marx disse que somos seres sociais. Assim, o indivíduo é uma ilusão. Para o comunista a morte não existe." E eu sonhei com a vida eterna.

Era bom, era lindo. Por isso, quando vejo as demonstrações de bolchevismo arcaico nos arredores do governo, não me horrorizo, nem reclamo, como fazem esses meus colegas jornalistas "burgueses, neoliberais vendidos aos patrões". Ao contrário, tenho até vontade de chorar pelos bons tempos...


Escrito por Clóvismoliveira às 09h04 PM
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Ueba! Aécio tem bafo de onça!

E um amigo me disse que não compra ovo pra ninguém porque tá devendo até os ovos

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Confirmado: Ganso será o novo reforço do Corinthians. Assim que engordar 45 quilos. Rarará!
E o pintor Gustavo Rosa vai fazer um retrato da Dilma baseado no Abaporu. Então vai ser o AJABURU! Rarará! E a paniquete Dani Bolina no programa "Mega Senha"? Errou no Tico e Teco. Conseguiu. Em vez de falar Tico e Teco, ela falou Tic e Tac! Neuronicida! O cérebro dela faz tic-tac, tic-tac, até explodir!
E o BAFO DO BAFÔMETRO! O bafo do Aécio! "Aécio pego na blitz da Lei Seca! Com carteira vencida. E se recusa a fazer o teste do bafômetro." Bombou no Twitter. Tá todo mundo dizendo que ele é a nova Garota Devassa! E infringiu a lei porque é seca, se fosse líquida, ele bebia! Rarará!
"Bafômetro não. Bota um gelinho aí." E uma biba disse que o Aécio é a nossa Paris Hilton. Rarará! O nosso Charlie Sheen! E ele dirigiu Minas com carteira vencida? Rarará! Começou bem a oposição: infringindo logo duas leis! Vai concorrer à Presidência com 14 pontos a menos.
E aí o guarda parou a loira numa blitz: "Carteira Nacional de Habilitação". E a loira: "Não tenho e nem sei o que é". "IPVA." "Não tenho e nem sei o que é." E o guarda, irritado, abriu a braguilha e mostrou o pingolim: "E isto aqui, sabe o que é?". "Ah, não, bafômetro de novo?!"
E eu acho que o Aécio Neves tem bafo de onça!
Páscoa Urgente! Me segura que eu vou botar um ovo quadrado! Um ovo-bomba! A Volta do Túnel de Ovo! Existe coisa mais constrangedora do que aquele túnel de ovo no supermercado? Você tem que fazer compra de quatro, de gatinhas!
E a comercialização da Páscoa é tão grande que um menino perguntou pro pai: "Pai, Cristo era um coelho?". Era! E fez a multiplicação dos ovos de Páscoa no Carrefour! Chega de ovo! Menos ovo e mais galinhagem! Rarará!
E esta é a origem do ovo de Páscoa: o coelho comeu a galinha. É verdade! O coelho encontrou a porta do galinheiro aberta, entrou, deu uma rapidinha na galinha e nasceu o ovo de Páscoa!
E um amigo me disse que não compra ovo pra ninguém porque tá devendo até os ovos! Eu também! Se alguém me pedir um ovo, eu me finjo de surdo: "Não tô ovindo nada! Não ovo nada". Nóis sofre, mas nóis goza! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!


Escrito por Clóvismoliveira às 09h49 AM
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Tucanos feridos

Maior do que previam aliados do governador Geraldo Alckmin, a debandada de 5 dos 13 vereadores tucanos projeta um cenário de isolamento para o PSDB na eleição paulistana. Tudo caminha para que os polos aglutinadores do apoio de partidos -e portanto de tempo de TV- sejam os candidatos do PT, de um lado, e do prefeito Gilberto Kassab (PSD), de outro.
Essa escrita poderá se romper se José Serra aceitar concorrer, o que amarraria Kassab. Mas não apenas Serra diz que não topa como, a esta altura da desagregação, é incerto que sua presença na cabeça da chapa baste para fazer aquilo que um dia foi a aliança demotucana em São Paulo trabalhar por objetivo comum.

Jogo de cena Nem os alckmistas, recém-instalados no comando do diretório paulistano, nem os vereadores, insatisfeitos com a nova ordem, fizeram esforço real para impedir a implosão. Os primeiros não confiam na bancada, eminentemente kassabista. Os segundos buscavam um expediente legal para deixar o PSDB.

Despachante Ex-secretário municipal de Esportes, o tucano Walter Feldman negocia com siglas da base de Kassab o destino dos dissidentes. A meta, além de adensar o PSD, é vitaminar partidos como PV e PPS, parceiros do prefeito em 2012.

Opções A aliados Kassab diz não acreditar que Serra venha a ser candidato. No momento, o prefeito promove Eduardo Jorge (PV), seu secretário de Meio Ambiente.

Resta um Diante da terra arrasada, Alckmin abraçou o que restou do DEM paulista. Assim o partido ganhou força para desalojar Guilherme Afif, sócio-fundador do PSD, da Secretaria de Desenvolvimento do Estado.

Hiperativo Pressionado a deixar a pasta, o vice fez chegar a Alckmin relatórios sobre o programa "Via Rápida do Emprego", a implantação da Universidade Virtual e a reestruturação do Centro Paula Souza, mantenedor da rede de escolas técnicas.

Cadê? No clipping de jornais distribuído ontem na Assembleia de Minas, deputados notaram a ausência de menções à blitz que flagrou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com a carteira de habilitação vencida no Rio.

Limpando a barra De responsabilidade do consórcio Norte Energia, a campanha publicitária sobre a usina de Belo Monte entra no ar hoje com a exibição de animações gráficas de 30 segundos em sistemas internos de TV de 13 aeroportos brasileiros. Tratará da questão indígena, entre outros temas.

Reencontro Entre os agraciados com a medalha da Inconfidência, a ser entregue em solenidade que terá Dilma Rousseff como oradora, nesta quinta-feira em Ouro Preto (MG), está seu ex-assessor na área de energia Valter Cardeal. Diretor de Geração da Eletrobras, ele foi citado em denúncias de fraude e favorecimento durante a campanha presidencial.

Porta de saída A ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) promove rodada de reuniões com governadores para negociar ações complementares ao Bolsa-Família. Ela já esteve com Agnelo Queiroz (PT-DF), Teotonio Vilela (PSDB-AL) e Renato Casagrande (PSB-ES). Nas conversas, pede que os Estados ofereçam opções de colocação profissional a egressos do programa.

Eu? Imagina... O PSB paulista nega ter cerceado o espaço de Gabriel Chalita em suas inserções de propaganda de televisão, um dos motivos alegados por dirigentes do PMDB para levar o passe do deputado federal.
com FABIO ZAMBELI e ANA FLOR

tiroteio

"Ao entrar no debate da reforma política, espero que Lula não tente incluir no projeto a prescrição do mensalão."
DO DEPUTADO VANDERLEI MACRIS (PSDB-SP), sobre o pedido do PT para que o ex-presidente ajude a mobilizar as centrais sindicais em defesa dos pontos que o partido deseja implementar na reforma política.

contraponto

Ministério da Saúde adverte

Reunida na Câmara, a bancada federal do PMDB assistia à palestra de Áquila Mendes, doutor em economia da saúde pela Universidade de São Paulo. Falando alto, rápido e abusando das provocações, no estilo de professores de cursinhos pré-vestibular, ele acabou deixando alguns deputados perturbados. Na saída do evento, um deles desabafou, ofegante:
-Estou atordoado com tanta informação e esse professor falando alto. Precisam advertir que esse tipo de palestra pode fazer mal à saúde!

Lula gastou mais que FHC com publicidade no fim do mandato

Fernando Rodrigues

Despesas feitas pelo governo petista em 2010 foram 70% superiores às do ex-presidente tucano em 2002

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou com publicidade no ano passado, o último de seu mandato, 70,3% a mais do que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), gastou em 2002, quando encerrou os oito anos de seu governo.
Segundo dados que devem ser divulgados hoje pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, o governo Lula consumiu R$ 1,629 bilhão em publicidade em 2010.
O valor se refere aos gastos da administração direta (os ministérios) e indireta (autarquias, fundações e empresas estatais). Não há ainda informação disponível sobre o mandato de Dilma Rousseff.
No seu oitavo ano no Planalto, 2002, FHC registrou gastos com publicidade de R$ 956,4 milhões, em valores atualizados pelo índice de preços IGP-M. O cálculo foi feito pelo Planalto, que não divulga valores nominais, exceto para 2010.
Lula é o primeiro presidente para o qual há dados completos dos dois mandatos. A estatística oficial sobre gastos de publicidade começou a ser produzida em 1998 de forma precária. A Secom divulga as informações de maneira regular desde 2000.
Em oito anos no Planalto, Lula registrou um gasto total de R$ 10,304 bilhões. É o equivalente a um terço do total orçado para construir o trem-bala, projetado para o trajeto Campinas-São Paulo-Rio e com custo estimado em R$ 33,1 bilhões.
Não há como saber qual foi o gasto mensal do governo Lula no ano passado com publicidade. Essa informação não é divulgada.
Ontem, quando o site do Planalto mostrava os dados considerados só até 9 de dezembro, o gasto total no ano era de R$ 1,101 bilhão.
Agora, com a contabilidade final de 2010, sabe-se que a cifra atingiu R$ 1,629 bilhão -uma diferença de R$ 528 milhões. Mas Lula não consumiu toda essa diferença nos seus últimos 22 dias.
Há um lapso entre os comerciais serem feitos, veiculados, pagos e lançados na contabilidade oficial. Não se sabe quanto é esse tempo, pois o governo não diz.
No segundo semestre do ano passado, todos os governos estavam impedidos de fazer comerciais -exceto os de real utilidade pública- porque se tratava de um período eleitoral. O veto não atinge as empresas estatais que concorrem no mercado.
Por causa dessa liberação, as empresas do governo costumam fazer comerciais em períodos eleitorais. Em 2010, o gasto das estatais foi de R$ 1,001 bilhão -61% de tudo o que a administração federal investe em propaganda.

DADOS SECRETOS
A Folha indagou em março ao Planalto se poderia ter acesso à lista dos valores pagos a cada um dos meios de comunicação que veicularam propaganda federal. A resposta foi negativa.
"Os valores destinados a cada veículo de comunicação não são disponibilizados para preservar a estratégia de negociação de mídia promovida anualmente pela Secom com esses veículos. Desnudar esses valores contraria o interesse público, uma vez que implicará a perda de capacidade de negociação."
Nos dados divulgados, como tem sido a praxe, são revelados os valores totais investidos em cada tipo de meio. Assim, é possível saber que as TVs se mantêm como receptoras da maior parte do bolo: tiveram 61% quando Lula assumiu, em 2003; foram a 64% em 2010.
Jornais, emissoras de rádio, revistas e outdoors perderam receita. Internet, cinema e mídia exterior (carro de som, mobiliário urbano e TVs em aeroportos, entre outros) ganharam espaço.


Escrito por Clóvismoliveira às 09h36 AM
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Estadão.com.br

Estilo ''bon vivant'' de tucano preocupa oposição

Eugênia Lopes


Multa por dirigir com carteira vencida causa desconforto entre aliados do tucano, cotado para a sucessão presidencial

O estilo "bon vivant" do senador Aécio Neves preocupa líderes da oposição que temem o impacto de eventuais deslizes no potencial político do mineiro, apontado como uma das apostas para suceder a presidente Dilma Rousseff.

Em conversas reservadas, aliados consideraram um "vacilo" do senador dirigir com a habilitação vencida. A avaliação é que um político com as pretensões de se candidatar à Presidência precisa ser mais cuidadoso. Para os aliados, os três anos que faltam para as eleições serão tempo suficiente para o senador abandonar o "jeito zona sul".

Correligionários do tucano disseram ontem que esperam que ele "aprenda a lição" e que não cometa mais esse tipo de erro. Confiam ainda que ele adote um estilo de vida mais discreto e sem se envolver em episódios polêmicos e escandalosos, ficando afastado de festas e noitadas.

Publicamente, tucanos, democratas e até governistas saíram em defesa de Aécio. "Ele teve uma postura correta, não deu carteirada", disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP). "Não vejo problema nenhum no estilo de vida do Aécio desde que isso não interfira na atividade, na ação política dele", completou.

"Isso poderia ter acontecido com qualquer um", minimizou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "Mas temos de ter cuidado ao dirigir", ponderou. Questionado sobre a polêmica, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se esquivou de fazer comentários: "Não vi, não vi, não vi".

Aliados de Aécio estão certos de que há "exploração política" do episódio. Argumentam que o senador deu todas as explicações e que o fato já faz parte do passado. "Ele não sabia que estava com a carteira vencida", afirmou o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra.

Conselho. Em 2009, Aécio recomendou que motoristas não dirigissem depois de beber. Na época, quando a Lei Seca completava um ano, o tucano era governador de Minas e havia determinado a intensificação das blitze no Estado. "Prefiro que uma pessoa passe o carro para alguém que não bebeu do que leve uma multa e perca sete pontos na carteira", disse Aécio.

"Nesses grandes locais de concentração de pessoas e festas, onde acidentes ocorrem com frequência, montamos essa estratégia. As saídas serão fiscalizadas com bafômetro, que acredito ser uma forma de educar com um pouco mais de vigor", afirmou o então governador.

Favas contadas

Dora Kramer

Não é bem uma rebelião, mas um queixume que se propaga pela base parlamentar governista e mais dia menos dia pode se expressar em contrariedade aos interesses do Palácio do Planalto no Congresso, notadamente no Senado.

O descontentamento em questão inclui os petistas e, pelo menos nesse caso, exclui a sempre complicada distribuição de cargos. O problema guarda relação mesmo é com o medo de suas excelências de perderem importância. Sentem-se negligenciadas pelo governo, em particular pela presidente Dilma Rousseff.

O estilo objetivo de Dilma, festejado exatamente por privilegiar o mundo do trabalho em detrimento do emocionalismo tão ao gosto do antecessor, não tem feito o mesmo sucesso entre seus aliados no Parlamento.

O "exagero de formalidade", alegam governistas e petistas, mantém a presidente longe dos senadores que, depois de quase três meses de bons serviços prestados ao Planalto, ainda não receberam dela a deferência que consideram merecida pelo empenho que a maioria no Senado tem apresentado na defesa do governo.

O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, não exibe credenciais nem atributos para fazer a interlocução, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, está assoberbado em suas funções e "Dilma não fala com ninguém".

Esse, o resumo da reclamação da maioria ampla que se sente tratada como se no Senado estivesse tudo resolvido e nada pudesse alterar a situação de conforto.

Em relação à bancada do PT isso pode até ser verdade, mas não é no tocante a aliados menos comprometidos com o projeto de poder nem exclui a hipótese de os petistas, amanhã ou depois, surfarem na onda da insatisfação só para mostrar que maioria é condição, mas não são favas contadas.

Vida pública. De dirigir com a carteira de habilitação vencida ninguém está livre, por descuido, displicência ou acaso.

Até aí, nada de muito especial no episódio envolvendo o senador Aécio Neves em uma blitz da Operação Lei Seca, no Rio.

O ponto torto é a recusa do senador ao teste do bafômetro. Com isso, deu margem à presunção de que infringiu a lei. Assim como se presume a paternidade de quem se recusa a fazer exame de DNA.

Um fato menor diante dos descalabros correntes? Não para quem se pretende líder da oposição, encarnando a representação dos 44 milhões de brasileiros que não votaram em Dilma e a partir desse patrimônio se candidatar à Presidência da República.

Aécio Neves sempre diz que não abre mão de seu estilo de vida e que, se for para mudar, prefere deixar a política. Até agora tratada como algo hipotético, a situação poderá se impor como realidade ao senador conforme indica a repercussão desse caso.

A menos que reformule seu conceito sobre a possibilidade de conciliação entre vida pública e "dolce vita", sem o ônus inerente ao escrutínio constante da imprensa nacional.

Note-se, não é julgamento moral - inclusive porque a questão não se presta a isso -, mas uma ponderação sobre as escolhas, seus respectivos riscos, o exemplo que vem de cima e a autoridade da oposição para criticar adversários, cujas condutas são marcadas pela tolerância com infrações.

Coisa esquisita. Reportagem da revista Veja conta que o ministro do Superior Tribunal de Justiça Cesar Asfor Rocha aponta o ex-presidente Lula como responsável pelo boato de que ele, Asfor, teria recebido propina para dar um voto no STJ.

Conforme o ministro, Lula recebeu a informação de seu compadre, o advogado Roberto Teixeira, que, segundo a revista, fora o intermediário da proposta de propina.

Não se exibem provas materiais de que tenha havido mesmo a oferta. De concreto, só a desistência do então presidente de indicar Asfor Rocha para o Supremo. Se, como alega o ministro, o recuo se deveu mesmo à suspeita sobre a moral do magistrado, fica a dúvida: e por que o então presidente não se indignou com a conduta do compadre?


Escrito por Clóvismoliveira às 09h31 AM
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Segunda-feira , 18 de Abril de 2011

PAC! Programa de Atraso pra Copa
PSDB, Partido das Socialites do Brasil! Tucano gosta de pobre em livro e quadro de Portinari!

BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E o blog Trocando a Notícia revela: PAC agora quer dizer Programa de Atrasos pra Copa! PAC! Rarará! Mas diz que o aeroporto de Cuiabá vai ficar pronto pra Copa. Pra Copa da Rússia em 2018! Rarará!


E o Eramos6 revela que o Steve Jobs acaba de lançar um iPad para festas juninas: IPAD MOLEQUE! Rarará! E uma série de Predestinados. Nutricionista em Vitória, no Espírito Santo: Roberta LARICA! Clínica Roberta Larica de Nutrição! Ah, doutora Roberta, tá me dando uma larica. Vou assaltar a geladeira. Comer macarrão de ontem com a calda do pêssego em calda.
E gerente de distribuição da Schincariol: João GARDENAL. Tá distribuindo a coisa errada. Rarará.
E o famoso ginecologista baiano: Paulo Duro! Rarará. E em Pelotas tem uma imobiliária chamada: Fuhro Souto. Aí um amigo meu ligou pra lá e a secretária: "Fuhro Souto, bom dia!". Rarará! E o Neymar usando máscara? Precisa? Neymar usando máscara é pleonasmo!
E o Ronaldo devia abrir um parque temático só pra receber gringo famoso: Ronaldolândia! E essa discussão sobre desarmamento? Vai acabar em tiro. É o tipo da discussão que acaba em tiro.
É verdade! Na época do plebiscito, num bar em Juiz de Fora, um era a favor do desarmamento, do sim. E outro era contra o desarmamento, do não. Aí eles discutiram e o cara do não puxou a arma e deu um tiro na cara do cara do sim. O Não matou o Sim!
E um leitor me mandou perguntar se, com o desarmamento, mulher vai ter que entregar a carteira de motorista. Rarará.
PAVÃO X POVÃO! O Dondoca Boca de Suvaco FHC saiu da cripta. E diz que o PSDB deve esquecer o povão! O pavão não gosta de povão! PSDB, Partido das Socialites do Brasil! Tucano só gosta de pobre em livro e em quadro de Portinari! E o FHC tá sempre com cara de rei no exílio.
Ou, como pergunta uma amiga minha: por que o FHC tá sempre com aquela cara de momento histórico? Rarará!
Petista gosta de rodízio e tucano gosta de degustação. Petista fala com a língua plesa e tucano fala com batata quente na boca.
Petista chama xoxota de periquita e tucano chama xoxota de pilolíssimo e nigérrimo triângulo pubiano. Rarará. Nóis sofre, mas nóis goza.
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!


Escrito por Clóvismoliveira às 11h46 AM
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Que tal assim?

Alinhada com Geraldo Alckmin, a nova direção do PSDB paulistano oferecerá hoje à insatisfeita bancada municipal tucana três cargos na Executiva: secretaria-geral, segunda vice-presidência e tesouraria-adjunta. De início refratário a ceder tanto a uma tropa eminentemente kassabista, o governador avalizou a proposta, que contempla ponto de vista de José Serra.
Não é seguro que esse desenho resolva o problema. Ontem, havia quem apostasse que o PSDB, hoje com 13 cadeiras na Câmara, poderá sofrer mais baixas do que as três esperadas: José Police Neto (presidente da Casa), Ricardo Teixeira e Juscelino Gadelha.

Afasta de mim A correria de Serra na tentativa de apagar o incêndio se justifica: a cada sinal de deterioração do quadro, cresce a pressão por sua candidatura a prefeito para "unificar o partido". Ele tem dito reiteradamente que não topa.

Apocalíptico Em privado, nenhum político é mais pessimista sobre as perspectivas de Serra do que Gilberto Kassab. A despeito das declarações públicas de fidelidade, o prefeito diz, em conversas reservadas, que não vê como seu padrinho se reerguer da derrota de 2010.

No caixa Para reforçar o controle sobre o PSDB paulistano, Alckmin propõe fazer de seu secretário particular, Fábio Lepique, o tesoureiro do diretório.

Atentai bem 1 Falando para 300 petistas em Osasco, no sábado, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) fez coro com FHC ao dizer que a nova classe média será decisiva nas próximas eleições. "Essa classe média ascendeu conosco, mas nem sempre está conosco", advertiu.

Atentai bem 2 Padilha disse aos companheiros que o governo Dilma deve investir na mudança de patamar cultural da nova classe média, como forma de conquistá-la. E afirmou que, para parte desse público, a agenda do PSDB pode soar mais atraente que a do PT.

No pé O PT usou a Virada Cultural como gancho para exibir, no fim de semana, o vídeo "Kassab e a Virada Militar", em que contabiliza 24 militares à frente de subprefeituras e mais de 60 espalhados em secretarias.

Comichão Em recente conversa com um grande executivo, Lula aventou a possibilidade de disputar o governo de São Paulo pelo PT em 2014.

Deixa quieta Antes da viagem à China, Dilma Rousseff vinha evitando chamar Miriam Belchior ao Planalto. Avalia que a ministra do Planejamento está com as mãos cheias de serviço.

Dupla A apreensão da carteira de motorista de Aécio Neves em blitz da lei seca na noite de sábado, no Rio, fez bombar no Twitter a brincadeira de que o senador mineiro deveria ser contratado como par de Sandy como garoto-propaganda de uma famosa marca de cerveja.

In loco Em pleno Abril Vermelho do MST, a secretária paulista Eloísa Arruda (Justiça) viaja hoje ao Pontal do Paranapanema, onde 13 fazendas estão ocupadas pelos sem-terra. Ela assinará convênios de regularização fundiária e visitará assentamentos da região.

E aí? Representantes do TJ-SP se reúnem com Geraldo Alckmin amanhã na esperança de receber ao menos uma parcela da suplementação de R$ 300 milhões prometida pelo governador. Os recursos servirão para recompor os salários dos servidores do Judiciário

com LETÍCIA SANDER e FÁBIO ZAMBELI

tiroteio

"O PT é tão equivocado que resolve concordar com o Fernando Henrique justamente naquilo em que ele não tem razão."
DO SENADOR DEMÓSTENES TORRES (GO), líder do DEM na Casa, sobre a proposta do líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira, de descriminalização da maconha e organização de cooperativas de usuários.

contraponto

Direto ao ponto

Durante reunião da subcomissão de Reforma Administrativa, um funcionário do Senado discorria sobre o uso dos carros oficiais quando Eduardo Suplicy (PT-SP), à frente dos trabalhos, perguntou se havia levantamento de quais senadores não usavam a regalia.
-Não tenho a lista aqui, mas posso informar que o senhor é um deles- disse o funcionário.
O relator Ricardo Ferraço (PMDB-ES) emendou:
-Pronto, ele já disse que o senhor não usa carro oficial. Agora podemos dar seguimento à sessão!


Escrito por Clóvismoliveira às 11h40 AM
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Domingo , 17 de Abril de 2011


Escrito por Clóvismoliveira às 06h07 PM
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Vai ter uma fadiga de material. Este é o ano do governo, o nosso ainda virá. Em 2014 serão 12 anos de PT no governo.

Aécio Neves, senador (PSDB-MG)


Escrito por Clóvismoliveira às 05h53 PM
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Aécio Neves tem habilitação apreendida em blitz da Lei Seca no Rio

Bernardo Tabak Do G1 RJ

Assessoria diz que senador não sabia que documento estava vencido.
Tucano também se recusou a fazer teste do bafômetro, diz governo do Rio.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve a carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido e por se recusar a fazer o teste do bafômetro numa Operação Lei Seca na Avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Aécio foi parado na blitz na madrugada deste domingo (17). As informações são da Secretaria de Estado de Governo do Rio.

De acordo com a Secretaria de Governo, Aécio Neves foi multado. O senador não teve o carro apreendido, pois apresentou um condutor habilitado, e foi liberado.

A assessoria de imprensa de Aécio Neves informou que o senador não sabia que a carteira de habilitação estava vencida. De acordo com a assessoria, o tucano tinha saído da casa de amigos e voltava para sua residência, no Leblon, com a namorada.

Ainda segundo a assessoria, os policiais reconheceram o senador e solicitaram a documentação, que foi imediatamente apresentada. Quando os policiais alertaram que a habilitação estava vencida, Aécio Neves disse que não sabia que estava vencida. A assessoria informou que um taxista habilitado conduziu o carro para a casa do senador.

A recusa do teste de bafômetro é considerada uma infração gravíssima, representa 7 pontos na carteira e vale multa de R$ 957. Dirigir com a carteira de habilitação vencida também é uma infração gravíssima e representa 7 pontos. A multa de R$ 191,54.


Escrito por Clóvismoliveira às 01h24 PM
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